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| Ano
V - Nº 64 - Abril de 2003 - 1ª quinzena |
Marca:
quando o conceito se faz tão Ana Almeida* |
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Algumas vezes, ao divulgarmos um
produto, antes mesmo de investirmos em propaganda, é necessário
trabalharmos no desenvolvimento de atividades que expliquem, creditem e orientem sobre a
efetividade deste produto para o nosso público-alvo, seja ele profissional ou consumidor
final.
Isto acontece quando o mercado ainda não conhece com total propriedade ou profundidade os benefícios da categoria, onde o produto se insere, e sendo assim, nem sempre sabe por que o utilizar. Assim, como fazê-lo escolher determinada marca, quando ele nem mesmo sabe para que utilizar certo produto? Este é um cenário encontrado com freqüência na indústria farmacêutica, no qual existem diversas questões técnicas envolvendo cada categoria. No que tange especificamente ao profissional peça fundamental na indicação dos produtos ao consumidor final o problema também se agrava quando este não consegue se atualizar na mesma proporção da evolução do mercado. Assim, paralelo ao trabalho corpo a corpo, em posse de estudos e referências bibliográficas - onde nem sempre o profissional possui tempo hábil para o recebimento com qualidade de um propagandista -, é preciso trabalhar com a imprensa de forma editorial e diretamente com a comunidade, fazendo-os conhecedores e porta-vozes diretos destes conceitos. É preciso que estejamos à frente, sermos os agentes organizadores de ações que engrandeçam o setor. Na área específica da Odontologia, onde nos inserimos, devemos ser os agentes organizadores de ações para a prevenção e educação da população, orientando-a sobre a correta higienização bucal e as conseqüências não só para a estética, mas, principalmente, para a saúde do indivíduo quando do descuido com a limpeza adequada da boca. Isto agrega valor à marca, ao mesmo tempo em que nos aproxima da comunidade e dos profissionais. O apoio e patrocínio de pesquisas ou estudos que tracem um panorama dos índices epidemiológicos de determinadas patologias também contribuem para o fortalecimento da marca, à medida que presta um serviço e revela um compromisso da empresa com o aspecto social daquele problema para o qual o nosso produto se destina. Ou seja, revela que mais do que querer gerar vendas, nos preocupamos e realizamos a nossa parte para a evolução e o saneamento dos fatores desencadeantes para tais problemas. Este tipo de trabalho não se faz do dia para a noite e seus resultados não são colhidos em curto prazo. Constrói-se com o tempo e se fortalece nele, criando uma base sólida para todos os demais trabalhos que se fazem necessários na divulgação, quando então o profissional passará a ter reais condições de indicar nossos produtos e, principalmente, o consumidor de reconhecê-lo e diferenciá-lo diante da gôndola, não porque sua embalagem é mais bonita ou porque o seu preço é mais barato, mas porque conhece a real efetividade para o seu uso. _________________________________________________________________________ * Ana Almeida é gerente de Marketing da Listerine, Divisão de Consumer Health Care da Pfizer.E-mails para: ana.almeida@pfizer.com |