![]() |
![]() |
| Ano
V - Nº 76 - Novembro de 2003 - 1ª quinzena |
Roberto Beltrán* - Lima (Peru) |
![]() |
| O domínio psicomotor corresponde ao
terceiro dos descritos por Benjamin Bloom e associados nos anos 50 e está precedido pelos domínios cognitivo e
afetivo. Foi proposto um quarto domínio, chamado de "volitivo".
O aprendizado psicomotor compromete a relação cognitiva-motora. Ou seja, o aluno tem que conhecer o movimento a realizar para logo executá-lo da primeira vez. A atividade motora compreende movimentos lineares retos ou curvos em planos bi e tridimensionais que, ordenados convenientemente, formam o ato ou ação psicomotora. Para conhecer o movimento a realizar, o aluno necessita Ter um modelo. Este modelo deve ser o movimento demonstrado por um especialista, de modo direto ou mediante gravação. A evolução do aprendizado psicomotor requer um alto grau de sistematização que parte da análise de funções e inclui a calibração dos instrutores e a preparação de manuais de procedimento. Durante a execução do primeiro ensaio o aluno requer o apoio mediato ou imediato de um instrutor, dependendo de tratar-se de material inerte ou de atuação clínica. A opinião do instrutor serve para avaliar o processo de execução e correção. A auto-avaliação e a opinião do instrutor servirão para analisar a perfeição do produto concluído. É aqui que intervém o domínio volitivo, assegurando o empenho do aluno para proceder com ajuste o prescrito e buscar excelência no resultado. O aprendizado psicomotor atravessa várias etapas descritas a seguir: (1) conhecimento do movimento; (2) execução consciente; (3) automatização, y (4) reorganização da atividade psicomotora.
Para concluir, recordemos que o aprendizado psicomotor varia de estudante a estudante. Portanto é imprudente fixar tempos e repetições iguais para todos. Com tradução do espanhol
por Tuca Palmiéri Professor extraordinário pesquisador da Faculdade de Estomatologia da Universidade Peruana Cayetano Heredia, da qual foi gestor, fundador e primeiro decano. Consultor da OPS/OMS desde 1967. Ex-diretor de Programas da Fundação Kellogg. Ex-assessor da Presidência da Fola/Oral. Docente de Odontologia desde 1955. Autor dos livros Educação em Odontologia Manual do Professor e Aprendizaje Intensivo a dedicación exclusiva. Co-autor da obra A Prática Estomatológica no Peru Pesquisa Nacional. |