Tecnicamente,
ele é um médico extremamente competente. Rigoroso com a qualidade, estudioso, minucioso e exigente. Sua clínica
estava indo muito bem e ele tinha um faturamento médio anual de 400 mil dólares. Ele era
o único médico da clínica e tinha várias auxiliares. Para se marcar uma consulta
particular com ele, um cliente tinha que ser paciente. Esperava no mínimo quatro meses.
Tudo, aparentemente, ia muito bem até que de 1994 a 1998 ele perdeu 94% de seus clientes.
A clínica estava doente. Definhou e quase morreu..
Durante um curso de Marketing
Aplicado à Saúde ele veio me contar o seu caso e me perguntou:
- Será que é o efeito da crise?
- Eu não sei doutor! Temos que levantar
informações para fazer um
Diagnóstico
Organizacional. Somente depois eu poderei dar uma opinião sobre o que está acontecendo,
eu disse a ele querendo tranqüilizá-lo.
Na semana seguinte, fui
até à sua clínica. Conversei com as auxiliares e com alguns clientes. Conversei também
com ex-funcionários e descobri o que estava acontecendo. As auxiliares antigas tinham se
aborrecido com o doutor e se vingavam nos clientes. Durante uma aplicação endovenosa a
auxiliar falava com o cliente:
O doutor é um monstro. Ele
está enganando você! Ele nos manda aplicar
água destilada em você.
Dizendo isto a auxiliar
errava de propósito a veia no braço do cliente e movimentava a agulha para dar um
hematoma. E ainda completava:
- Isto dói!...Você está aqui sofrendo à
toa
No dia do aniversário do
médico elas entravam em seu consultório para pedir aumento e deixavam o doutor ainda
mais aborrecido. Ele furioso com os erros e com o comportamento das auxiliares, chamava a
atenção delas aos gritos na frente dos clientes. Quando ele saia da recepção as
auxiliares diziam aos clientes:
- Eu não disse que o doutor era um monstro?
Ele é um picareta! Ele nos
manda injetar água
destilada nos clientes
Ele é um monstro!
A clínica continuava a
perder mais e mais clientes. O faturamento anual da clínica reduziu de 400mil dólares
para 24 mil dólares por ano. O que se fez?
Em primeiro lugar, todas
estas "pessoas", que nunca deveriam ter sido contratadas, foram demitidas. Novas
auxiliares foram contratadas e treinadas em Excelente Atendimento ao Cliente, além
do treinamento técnico de rotina. A clínica está respondendo e hoje a demanda já está
equilibrada com a oferta de horários na agenda deste médico.
Além da efetividade,
esta clínica trabalha hoje também com afetividade. Num lugar onde existem pessoas
se relacionando não podemos agir como um mecânico de gente. Clientes são seres humanos
e reagem da forma como são tratados. Isto vale tanto para os clientes internos, isto é
funcionários, quanto para os clientes externos.
Na saúde temos que ter ao
nosso lado gente que gosta de trabalhar com gente. Gente melhor, serviços melhores.
Desde que você tenha as
pessoas certas nas funções certas, trate bem seus funcionários que eles tratarão bem
seus clientes!
* Dr. Roberto Caproni - É
graduado em Odontologia pela UFMG e em Administração de Empresas. Pós-graduado em
Marketing e em Ciências do Comportamento.
Possui cursos de marketing com as maiores
autoridades mundiais do assunto.
É consultor de marketing e ministra palestras e cursos
sobre Marketing Aplicado à Saúde no Brasil e no Exterior.
É autor do livro best seller
Marketing Interpessoal O Contato direto com o cliente.
Maiores informações sobre o
tema poderão ser obtidas no site www.caproni.com.br
ou pelo telefax (+31)3773-7301.
A reprodução dos
textos de autoria de Roberto Caproni em jornais, revistas, boletins informativos,
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citado o autor e o endereço eletrônico www.caproni.com.br
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