| Recentemente
recebi um telefonema de uma psicóloga recém-formada, que mora em uma grande cidade
brasileira, em estado de quase desespero.
1. A pergunta:
"Coloquei um anúncio
num jornal de circulação local oferecendo meus serviços para acompanhamento
psicológico de pessoas idosas. Recebi vários telefonemas de pessoas que estavam me
confundindo com uma garota de programa. Estou horrorizada, melhor dizendo traumatizada.
Estou mesmo pensando em deixar a profissão de psicóloga. O que você acha que aconteceu?
O que eu fiz de errado?".
2. A análise do
caso:
Em que região do jornal
saiu o anúncio? Este é um aspecto que interfere na percepção do cliente. Conversando
um pouco mais com a psicóloga verifiquei que o seu anúncio tinha veiculado na seção pequenos
anúncios, próximo do local onde as garotas de programas anunciam seus serviços.
Existe o efeito
vizinhança, isto é, se o seu anúncio sai na página policial seus serviços serão
relacionados com os crimes bárbaros ali noticiados. Se o outdoor for colocado ao lado de
um cemitério isto afetará a percepção dos seus serviços pelos clientes. Aqueles
clientes que lêem a página de esportes são diferentes dos clientes que adoram as
páginas com notícias sociais.
Quando você pede para que
o seu anúncio seja publicado em um jornal em página não especificada um técnico o
colocará no local mais barato e menos procurado do jornal: entre os pequenos anúncios,
junto ao obituário, na página policial ou próxima do anúncio das garotas de vida
fácil, como diria a minha avó.
3. A solução
do problema:
A solução preventiva
será sempre a melhor. Não anuncie serviços de saúde em mídia impressa. Isto não dá
certo. A mídia de massa é impessoal. O profissional de saúde já tem o contato direto
com o cliente e isto vale mais do que páginas inteiras de jornal impressas com o seu
nome. A comunicação pessoal e interativa com o cliente tem um custo menor e dá melhor
resposta.
Se você não agiu
preventivamente terá que agir de forma reativa. O que fazer para consertar numa
situação desta? Muito pouco poderá ser feito depois deste tipo de erro. Retirar
imediatamente o anúncio é o primeiro passo. O tempo se encarregará do resto e as
pessoas deixarão de telefonar propondo programas duvidosos para uma psicóloga talentosa.
Se os telefonemas estiverem incomodando muito, peça para a empresa telefônica mudar o
número do telefone. Isto evitará ligações inoportunas.
4. Como ser
conhecido sem anunciar?
Se a psicóloga se propôs
trabalhar com idosos bastará ela fazer contato com outros centros que já trabalham no
atendimento a clientes nesta faixa etária. Existem inúmeros profissionais de saúde
especializados em idosos em nosso país. Conhecer estes profissionais e criar
relacionamento com eles seria um excelente começo.
Existe uma frase famosa no
teatro que diz: "O artista tem que ir onde o público está". O profissional de
saúde também. Posso garantir que os clientes de um profissional de saúde não procura
pelos seus serviços em pequenos anúncios de jornais.
Planeje a sua vida
profissional e a comunicação com os seus clientes utilizando as ferramentas do novo
marketing aplicado à saúde. Isto irá facilitar a sua vida evitando confusões à sua
volta.
* Dr. Roberto Caproni - É
graduado em Odontologia pela UFMG e em Administração de Empresas. Pós-graduado em
Marketing e em Ciências do Comportamento.
Possui cursos de marketing com as maiores
autoridades mundiais do assunto.
É consultor de marketing e ministra palestras e cursos
sobre Marketing Aplicado à Saúde no Brasil e no Exterior.
É autor do livro best seller
Marketing Interpessoal O Contato direto com o cliente.
Maiores informações sobre o
tema poderão ser obtidas no site www.caproni.com.br
ou pelo telefax (+31)3773-7301.
A reprodução dos
textos de autoria de Roberto Caproni em jornais, revistas, boletins informativos,
sites, fax, e-mail ou qualquer outro veículo de divulgação é PERMITIDA desde que
citado o autor e o endereço eletrônico www.caproni.com.br
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