Ano VII nº 101 -

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Opinião ou Comunicação?
Pensar e ouvir o novo

Cristina Cassiano*


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Novos cursos, novos pensamentos, novas ações. Essa será a nossa realidade daqui pra frente. Aceitar o que existe não é o suficiente. É preciso mudança, atualização. Estamos falando de tudo - política, saúde, educação, conceitos, critérios, etc. O mundo é outro e tem outra linguagem, mais avançada e com mais recursos. Sabemos fazer, mas não sabemos ouvir o novo, pensar o novo. Essa mudança complica a cabeça de muita gente, porém é necessária. Necessária para que possamos entender e interagir com o novo real. Agir, aprender, discutir, verbalizar o pensamento, sair do lugar comum, criar.

Hoje, os professores reaprendem, as crianças ensinam, os jornalistas se perguntam, os políticos se explicam e os advogados se defendem. Realmente, o mundo é outro. Precisamos saber lidar com esse novo mundo, nos adaptarmos à nova realidade, que é boa, basta enxergarmos a assim.

Não, não sou Alice e nem estou no país das maravilhas, mas mudar o foco e evitar potencializar situações complicadas já fazem muita diferença em nossa maneira de viver.

Muitas vezes, filtrar o que vem de fora é necessário para manter um equilíbrio intelectual. Recebemos notícias ruins a todo o momento, mas a vida não é só isso. Há notícias positivas, pessoas boas, inteligentes, ações criativas, descobertas inovadoras. A vida também é isso. Vamos repercutir o novo, o bom, o que agrega.

Queremos acreditar, compartilhar idéias, transformar o ruim em bom. E isso é possível. Tentar pode ser um bom começo. Vamos falar de coisas positivas, ao invés de reclamar ou discutir “sempre” o ruim, a catástrofe, o acidente, a doença. Isso não acrescenta, só desagrega.

Pensando novo. Para viver bem não é preciso ser alienado. Podemos ler jornal, assistir à televisão, acessar as infinitas informações da internet, acompanhar os depoimentos teatrais das Comissões Parlamentares de Investigações (CPIs), dirigir no caótico trânsito de São Paulo. Mas é preciso dar a dose suportável de estresse para cada situação, além de extrair algo bom de tudo de ruim. Ser flexível, ter bom senso e equilíbrio podem ser a receita velha para pensar o novo.

*Cristina Cassiano é jornalista e professora universitária de Comunicação

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