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| Ano VI - Nº 95 - Fevereiro de 2005 |
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A controvérsia do amálgama
Elizeu Pascon* |
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Um novo relatório, organizado por agências federais de saúde dos Estados Unidos, o qual levou em consideração cerca de 950 estudos médicos e científicos, não encontrou evidências suficientes para estabelecer uma correlação entre o uso de amálgama dentário e os problemas de saúde de pacientes. O relatório - Revisão e Análise da Literatura Relacionada com os Efeitos Potencialmente Adversos à Saúde do Amálgama Dentário - foi publicado em 9 de Dezembro de 2004 por uma organização independente sem fins lucrativos, chamada Life Science Research Office Inc. (LSRO). Esta agência examinou e revisou toda a literatura científica e médica publicada entre 1996 e 2003, relacionada com o amálgama dental e a saúde humana. A LSRO levou a cabo a sua extensa revisão de literatura consultando um painel de especialistas selecionados de fora da comunidade de pesquisa odontológica, para assegurar um novo e não tendencioso enfoque ao uso do amálgama. Esse painel incluía especialistas em imunotoxicologia, imunologia e alergia, toxicologia neurocomportamental e de desenvolvimento, pediatria, toxicologia de reprodução e de desenvolvimento, toxicocinética e modelação, epidemiologia, patologia e toxicologia geral. O relatório também levou em consideração as recomendações submetidas por partes interessadas e agências públicas. A conclusão do relatório foi que “não existe evidência suficiente para estabelecer uma relação casual entre as restaurações de amálgama de mercúrio e os problemas de saúde humana”, incluindo as disfunções do rim e cognitivas, doenças neurodegenerativas como Alzheimer ou Parkinson, doenças autoimunes como esclerose multipla e várias condições não específicas, com exceção de raras instâncias de reações alérgicas. “Eu vim para essa comissão sem nenhum conhecimento prévio, opinião ou tendência de um jeito ou de outro, sobre os perigos para a saúde humana dos amálgamas de mercúrio”, disse o Dr. James Bruckner, PhD, professor de Farmacologia e Toxicologia da Universidade da Georgia. “Após a revisão cuidadosa de dezenas de artigos médicos e científicos – continua -, ouvindo e tomando parte nas discussões da comissão, eu cheguei à conclusão similar a dos outros membros da comissão, de que existe uma margem razoável de segurança entre os níveis de mercúrio metálico que são liberados dos amálgamas e aqueles níveis necessários para causar neurotoxicidade ou toxicidade renal.” O Dr. Bruckner disse, também, que “nossas informações de saúde foram obtidas de uma sólida base de dados humanos dos efeitos adversos do mercúrio metálico em estudos de exposição ao mesmo.” “Este relatório - afirma o Dr. James B. Bramson, diretor Executivo da ADA -, vem confirmar e substanciar, com base em experiência clínica e científica, a posição da Associação Dentária Americana de que o amálgama dentário é um material seguro e eficaz para restaurações dentárias.” Ele acrescenta que “um número muito grande de dentes humanos têm sido salvos com o uso do amálgama, que é um dos materiais disponíveis para restauração de cavidades mais duráveis e barato, especialmente em cavidades de molares onde as forças mastigatórias são mais pesadas.”. O relatório da LSRO também comentou que a exposição ao amálgama dentário pela população americana, embora baixa, aumenta com o número de restaurações. Além disso, o hábito prolongado de mascar tabaco, com os “hábitos de intensa mastigação”, e a existência de mais de 20 faces de amálgama por paciente, têm mais impacto na exposição ao mercúrio do que o “bruxismo” ou a colocação e remoção de amálgama. A LSRO preparou seu relatório a pedido do Grupo de Trabalho de agências federais do Estudo dos Efeitos do Amálgama Dentário. Este grupo é representado pelo National Institute of Dental and Craniofacial Research, Food and Drug Administration's Center for Devices and Radiological Health, Centers for Disease Control and Prevention e Public Health Service's Office of the Chief Dental Officer. (Fonte: ADA News, December 13, 2004). Veja aqui outros artigos do autor publicados no Jornal do Site Odonto *Elizeu A Pascon
Endodontista brasileiro radicado no Canadá,
professor associado da Faculdade de Odontologia/Depto.
Endodontia/Universidade de Toronto.
É colunista do Jornal do Site Odontol. |