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| Ano VI - Nº 96 - Março de 2005 |
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Mais
sobre o mau hálito
Elizeu Pascon* |
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“O mau hálito é uma das maiores razões que levam o paciente ao consultório do dentista”, disse o dr. Mel Rosenberg no seu artigo para a Revista Alpha Omega (outubro, 2002). O cirurgião-dentista deve estar sempre atualizado nessa área, ainda que a mesma não seja ensinada no currículo da maioria das Escolas de Odontologia. Esse artigo busca responder às perguntas mais freqüentes dos dentistas e dos pacientes, relacionadas com esse assunto pessoal, tais como: “De onde vem o mau hálito?”, “Como posso saber se tenho mau hálito?”, “É sempre de origem oral?”, “Que tipo de enxaguatório deve ser recomendado?” e “Qual a eficácia da escovação da língua?”. O Dr. Rosenberg acredita que é muito importante que o dentista seja capaz de responder a essas e outras perguntas que o paciente possa fazer. Na boca, o odor vem de microrganismos que também estão implicados na doença periodontal. Essas bactérias dissociam as proteínas em aminoácidos e os reduzem em compostos voláteis. As bactérias envolvidas nessa reação vivem e se reproduzem em áreas que estão protegidas de meios mecânicos de remoção, tais como áreas interdentais e subgengivais, abaixo e ao redor de coroas, áreas de impactação de alimentos, etc. Mesmo em pacientes com excelente cuidado oral, o mau hálito pode emanar do dorso da língua por causa do acúmulo de bactérias em combinação com a coriza nasal e ação bacteriana. A identificação do odor que tem base oral é um teste simples de ser feito. Primeiro, solicita-se ao paciente para respirar pela boca, tapando o nariz. Depois o paciente faz o inverso, tapa a boca e respira pelo nariz. Após a comparação dos odores, a fonte pode ser determinada. Se os odores forem os mesmos, a origem sistêmica é a mais provável. As amigdalas não são, geralmente, causa de mau hálito, nem a coriza nasal. Mau hálito de origem estomacal também é raro. A recomendação de um enxaguatório específico não é mais crtica do que seu processo de utilização: os gargarejos são muito importantes porque forçam o enxaguatório na garganta. A ação do gargarejo se torna mais efetiva quando não se enxágua a boca com água por 30 minutos, e deve ser feita antes de se deitar à noite, evitando o uso concomitante de dentífricio dental, pois os componentes podem se neutralizar. A escovação da língua e a utilização de fio dental também são importantes na redução do mau hálito. A limpeza da língua não deve ser agressiva para evitar ferimentos e traumas. O uso de fio dental pode se tornar um procedimento dificil para muitos pacientes e deve ser descontinuado. Todavia, o dr. Rosenberg descobriu que os pacientes que perceberam redução do mau hálito através do uso do fio dental, continuam utilizando-o com mais freqüência do que aqueles que se aborrecem com o uso. Os dentistas sabem que a saúde gengival melhora com o uso regular do fio dental. Dessa maneira, deve haver um benefício combinado e um jeito diferente para motivar os pacientes para obter uma saúde dental melhor. Veja aqui outros artigos do autor publicados no Jornal do Site Odonto *Elizeu A Pascon
Endodontista brasileiro radicado no Canadá,
professor associado da Faculdade de Odontologia/Depto.
Endodontia/Universidade de Toronto.
É colunista do Jornal do Site Odontol. |