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| Ano VI - Nº 81 - Fevereiro de 2004 - 1ª Quinzena |
Inédito: Pesquisa de Harvard sobre saúde dos profissionais da área Parte III - CARDIOPATIAS Elizeu Pascon está trazendo, com exclusividade para os leitores do Jornal do Site Odonto, pesquisa que vem sendo feita nos Estados Unidos, há 20 anos, pela Escola de Saúde Pública de Harvard (HSPH, com profissionais de saúde. Os tópicos do estudo a serem publicados referem-se ao câncer do pâncreas, a cardiopatias, ao diabetes e ao Mal de Parkinson. O estudo das doenças do coração e do derrame cerebral permanece um dos componentes principais do HPFS. Nos últimos cinco anos foram feitos grandes progressos na pesquisa de novas associações e no entendimento, em maiores detalhes, dos fatores de risco identificados previamente. Por exemplo, na análise do consumo de frutas e vegetais, tanto no grupo de homens quanto no grupo de enfermeiras associado a este estudo, o risco de doenças coronárias foi menor com a ingestão de 4 porções de frutas e vegetais por dia e se tornou progressivamente mais benéfico com o aumento deste consumo. Para cada porção adicional diária houve uma redução de 4% no risco (Joshipura et al. Ann Intern Med 2001; 134:1106-14). Recentemente, essa pesquisa foi expandida com a finalidade de estudar todos os componentes da dieta e determinar se era possível melhorar o Índice de Saúde Alimentar produzido pelo Departamento de Agricultura do Estados Unidos (USDA's Healthy Eating Index) (McCullough et al. Am J Clin Nutr 2002; 76: 1261-71). Verificou-se uma redução de 40% nas doenças cardiovasculares entre os homens que tiveram as pontuações mais altas no novo índice de saúde alimentar alternativo que foi proposto. Essas pontuações foram baseadas em dietas altas de vegetais, frutas, grãos, proteína de soja, fibras de cereais, frango e peixe, gorduras (poli, baixa e trans) não saturadas. O consumo de multivitaminas e a ingestão moderada de álcool diário foram também considerados benéficos. As vantagens dessa dieta se estenderam além das doenças cardiovasculares. O risco de outras importantes doenças crônicas foi 20% menor entre os homens com as melhores pontuações neste índice de dieta, quando comparado com aqueles com menor pontuação. O estudo reexaminou recentemente, em outra pesquisa de doenças cardiovasculares, a importância da atividade física (Tanasescu et al. JAMA 2002; 288:1994-2000). Sem surpresa alguma, verificou-se que homens mais ativos apresentaram riscos menores de doença coronária. Por exemplo, a incidência de infarto do miocárdio era 42% menor nos homens que corriam durante uma hora ou mais por semana.
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