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O paciente desmaiou!!!!

Ivan Haidámus*

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  O termo desmaio é usado pelas pessoas leigas quando querem expressar situações de perda de sentido. No entanto, devemos saber diferenciar perda de consciência com situações repentinas e passageiras onde a pessoa ainda consegue ouvir mas não consegue realizar suas funções motoras naturalmente.

Nestas condições devemos pressionar sua nuca com a cabeça posicionda entre os joelhos e pedir para que retorne à posição original.

É importante também conversar com o paciente fazendo-lhe perguntas e avaliar, através das suas respostas, seu grau de consciência.

Caso o paciente não consiga retornar à posição original ou responder às perguntas, devemos prontamente elevar seus membros inferiores, fazendo com que sua cabeça fique mais baixa que o corpo. Com este procedimento teremos um aumento da pressão arterial e do débito cardíaco.

Acionar socorro através de telefone, observar seu pulso carotídeo e manter respiração através do AMBU (12 insuflações por minuto no adulto e 20 insuflações por minuto na criança – até 8 anos).

As insuflações deverão ser feitas lentamente para se evitar distensões gástricas.

Os pacientes que se encontram nestas condições no consultório odontológico, geralmente estão sob efeito de anestésicos locais que podem determinar insuficiência respiratória. Caso o paciente não se encontre com insuficiência respiratória, devemos fazer uso de cateter de O2 (2 litros por minuto).

Devemos também lembrar de deixá-lo com respiração livre, abrir as janelas, desobstruir a orofaringe quando obstruída pela presença de gaze, algodão etc.

Lembrar que quando o paciente atinge um estado de hipotensão muito grave não será possível sentir seu pulso radial.

Observar frequência respiratória e sentir seu pulso carotídeo constantemente durante o episódio.

A ausência de resposta a estímulos (inconsciência), ausência de pulso em grandes artérias e ausência de movimentos respiratórios determinam a necessidade da ação imediata através do pedido de socorro, por telefone e massagem cardíaca a tórax fechado.


* Ivan Haidamus é cirurgião-dentista, com ênfase na área de Emergências Médicas. Já atuou no PS do Hospital das Clínicas e atualmente é colaborador do PS do Hospital São Paulo da Escola Paulista de Medicina. Estagiou nos hospitais dos Defeitos da Face, Municipal de São Paulo, Fraturas da Lapa e no Psiquiátrico Bezerra de Menezes. É ministrador do Curso Prevenção de Acidentes na Odontologia Clínica e autor dos livros Como tratar pacientes com doença orgânicas na Odontologia Clínica (Editora Pancast-1994) e Emergências médicas no consultório odontológico (Editora Cipola – 2000).

Contato com o autor: (+11) 9823.5759, (+11) 9795.6113. E-mail: haidamus@dentmail.com.br

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