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Ano VI- Nº 83 - abril de 2004
 

Vertigem
Percepção do movimento
e do equilíbrio

Ivan Haidámus Sodré Marques*

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 A vertigem é um subtipo de tonteira na qual existe uma ilusão do movimento quando, na verdade, não existe movimento algum.Pode ser também a exacerbação do movimento como, por exemplo, o paciente sentir que está caindo para um lado quando, na verdade, fez apenas um pequeno movimento para aquele lado.

Os órgãos sensoriais responsáveis pela percepção do movimento são o vestíbulo (localizado no ouvido interno), a retina e os músculos do pescoço.

A grande maioria dos distúrbios do movimento são de natureza benigna, podendo algumas vezes apresentar sintomas decorrentes do sistema nervoso autônomo, como náusea, vômito, sialorréia, bocejo e mal-estar generalizado.

As formas não naturais de movimento como nos proporcionam o automóvel, o navio e o avião nos trazem informações desencontradas, pois, quando o veículo se desloca em um sentido observado pela retina, o corpo se desloca em sentido contrário percebido pelo vestíbulo.

Direcionar o olhar em um objeto fixo em relação ao corpo, como um livro, por exemplo, enquanto este se movimenta durante a viagem, também pode provocar cinetose (vertigem de movimento).

Andar a cavalo não causa vertigem porque, obrigatoriamente, o cavaleiro tem que acompanhar os movimentos do cavalo, senão cai da sela.

Andar em camelos causa cinetose devido à sua caminhada ondulante, por isso é chamado de navio do deserto.

Pacientes portadores de labirintite aguda ou que apresentam vertigem de altura deverão ser inqueridos durante a anamnese e poderão ser atendidos, desde que estejam medicados e controlados pelo médico assistente.

A maioria dos episódios de vertigem são por distúrbios dos órgãos sensoriais.

A Síndrome de Meniére, uma das mais comuns, provoca zumbido no ouvido e redução da audição, sintomas muitas vezes atribuídos a disfunções da ATM.

Durante o episódio de vertigem, podemos fazer uso do fármaco cloridrato de pridoxina (Dramin B6), desde que se conheça seu princípio ativo, suas indicações, contra-indicações e posologia.


* Ivan Haidamus é cirurgião-dentista, com ênfase na área de Emergências Médicas. Já atuou no PS do Hospital das Clínicas e atualmente é colaborador do PS do Hospital São Paulo da Escola Paulista de Medicina. Estagiou nos hospitais dos Defeitos da Face, Municipal de São Paulo, Fraturas da Lapa e no Psiquiátrico Bezerra de Menezes. É ministrador do Curso Prevenção de Acidentes na Odontologia Clínica e autor dos livros Como tratar pacientes com doença orgânicas na Odontologia Clínica (Editora Pancast-1994) e Emergências médicas no consultório odontológico (Editora Cipola – 2000). E-mail: haidamus@dentmail.com.br

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