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| Ano VII - Nº 98 - Maio de 2005 |
Para cursos, palestras e |
Anamnese e suas limitaçõesIvan Haidámus Sodré Marques* |
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Emergências médicas no consultório dentário. Você está preparado?
Novo livro de Ivan Haidámus destaca como enfrentar situações críticas e está sendo vendido a preço promocional para os leitores do Jornal do Site Odonto O paciente apresentou uma lipotímia durante a consulta ou então uma epilepsia ou até mesmo um choque anafilático? O que fazer? Infelizmente, apesar de não muito comuns, qualquer profissional de saúde pode se deparar com uma destas ocorrências críticas, entre outras, e não há nada que se possa fazer a não ser prevenir situações de risco e estar preparado para socorrer o paciente da melhor forma possível. Assim você estará não só assegurando o bem-estar do cliente como se preservando das implicações legais derivadas de um atendimento inadequado ou omissão de socorro. Um dos títulos mais recentes sobre o assunto na literatura odontológica nacional, “Emergências Médicas no Consultório Odontológico”, escrito pelo cirurgião-dentista Ivan Haidamus Sodré Marques, também articulista do Jornal do Site Odonto, apresenta as principais situações críticas que podem ocorrer na clínica. Com 132 páginas e ricamente ilustrado, esta obra prefaciada pelo coordenador geral do Pronto-Socorro do Hospital São Paulo, Gaspar de Jesus Lopes Filho, reúne os procedimentos básicos que devem ser assimilados por todo e qualquer profissional de saúde. “Muitas vezes os pacientes apresentam mudanças rápidas nos parâmetros clínicos, que demandam decisões imediatas e baixa tolerância a erros diagnósticos e terapêuticos. Portanto, cada vez mais se faz necessário o aprendizado de sinais e sintomas de eventuais crises agudas e seu tratamento emergencial”, enfatiza o autor. Promoção
Com o intuito de facilitar o acesso dos seus leitores
a este importante conteúdo, o Jornal do Site Odonto está comercializando
este livro pelo preço promocional de R$ 40,00 (no Ciosp, estava sendo
vendido a R$ 60,00). Os interessados devem fazer depósito identificado no
Banco do Brasil, agência 3423-1, conta corrente 590346-7 no valor de R$
40,00 em nome de Edita Assess. Imp. Prom. Ltda e enviar o comprovante de
depósito com o nome e endereço do comprador para os faxes (+11) 3284.1348 e
3253.6485 ou para o e-mail
edita@editabr.com.
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“Eu, Antonio Lucas Araújo Pinto, declaro que no mês de março de 1999 sofri um AVC (Acidente Vascular Cerebral) no cerebelo; de acordo com relatórios médicos que foram feitos, segue abaixo explicação de como tudo aconteceu”: “Estávamos eu e minha família na igreja em um domingo à noite. Quando o culto terminou e nós estávamos saindo eu senti um comichão na mão direita, mais precisamente no lado do dedinho mindinho, e na sola do pé do lado direito, caindo logo em seguida. Socorrido, eu não conseguia abrir os olhos pois tinha muita tontura e um nó na garganta que me impedia de falar. Quando me levavam para o hospital eu vomitei e o nó na garganta sumiu e eu pude falar novamente, mas não podia abrir os olhos, pois tudo girava. Chegando no hospital, foi feito um atendimento e me transferiram para outro hospital, de onde me mandaram para casa. No outro dia, voltei a passar mal, retornando ao 1° hospital, onde me fizeram outro atendimento e me transferiram para outro hospital. Então, minha esposa desviou a ambulância para a Santa Casa de Misericórdia, onde me atenderam e me mandaram de volta para casa com a instrução de procurar um cardiologista para avaliar o que havia acontecido. Até então, ninguém havia diagnosticado o derrame. Fui ao cardiologista no dia seguinte, fiz uma série de exames e o mesmo disse que não havia nada de errado com meu coração. O mesmo me encaminhou para um neurologista que pediu um eletroencefalograma, que não mostrou alteração nenhuma. Então, o médico disse que o que havia acontecido era devido ao estresse e passou dois comprimidos para eu tomar diariamente, um era para a pressão (propanolol) e outro era de tarja preta (para dormir). Durante esse tratamento eu não senti nenhuma melhora, ficando aproximadamente 50 dias sem poder levantar e com muita tontura. Por cerca de seis meses eu visitei este neuro mensalmente e ele prescrevia os mesmos comprimidos, e eu sempre media minha pressão, que ficava entre 11x7 ou 12x8, minha pressão normal de sempre. Um determinado dia, resolvi não tomar os remédios e procurei outro neurologista. Expliquei a ele tudo que havia acontecido e que eu havia suspendido os medicamentos. O médico disse que não poderia saber se eu havia feito bem ou mal sem antes fazer alguns exames. Primeiro ele pediu uma tomografia, sendo diagnosticado o derrame, mas ele não podia mediar a dimensão do mesmo. Então, ele pediu uma ressonância magnética, para medir o tamanho do derrame, mandou tomar uma aspirina prevent por dia e fazer o acompanhamento anualmente.” Procuramos não alterar o conteúdo da carta. Este é um relato de um paciente de 53 anos normotenso e que, no entanto, foi vítima de AVC cerebelar! Imagine que o senhor Antonio Lucas tivesse ido ao cirurgião-dentista na véspera do ocorrido. O profissional provavelmente deveria ter realizado uma anamnese e constatado que o mesmo gozava de perfeita saúde. “O senhor Antonio sempre me relatava que possuía uma saúde de ferro e desejava melhorar sua estética através de uma prótese ou a colocação de implantes”. A mensuração da PA também não apresentava alterações significativas que pudessem contra-indicar nenhum tipo de tratamento. Observem que este relato poderá servir de exemplo para nos mostrar que situações emergenciais poderão ocorrer mesmo quando o paciente se encontra em perfeita saúde física e mental. Além do exposto, não devemos esquecer que a grande maioria das pessoas desconhece que possam ser portadoras de algum tipo de doença, ou mesmo as ocultam com receio de que poderia prejudicar o tratamento odontológico e o cirurgião-dentista, eventualmente, recusasse a atendê-lo. Portanto, acredito que a única maneira para minimizar esse tipo de problema é através do conhecimento das principais situações de emergência que possam vir a ocorrer no consultório odontológico, bem como saber reconhecer sinais e sintomas das principais doenças, a fim de que possam prescrever corretamente, atender em horários adequados, evitando, assim, situações imprevistas e problemas iatrogênicos. Veja aqui outros artigos publicados pelo autor no Jornal do Site Odonto * Ivan Haidamus é cirurgião-dentista, com ênfase na área de Emergências Médicas. Já atuou no PS do Hospital das Clínicas e atualmente é colaborador do PS do Hospital São Paulo da Escola Paulista de Medicina. Estagiou nos hospitais dos Defeitos da Face, Municipal de São Paulo, Fraturas da Lapa e no Psiquiátrico Bezerra de Menezes. É ministrador do Curso Prevenção de Acidentes na Odontologia Clínica e autor dos livros Como tratar pacientes com doença orgânicas na Odontologia Clínica (Editora Pancast-1994) e Emergências médicas no consultório odontológico (Editora Cipola 2000). E-mail: haidamus@dentmail.com.br |