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A
evolução tecnológica tem avançado enormemente nesses últimos anos e
como é impossível acompanhar tamanho crescimento, isto causa cada vez
mais confusão sobre o que deve ser levado em consideração quanto à
qualidade de uma máquina fotográfica digital.
Atualmente no mercado existem diversas marcas, modelos,
especificações, formatos, qualidade e design dos mais variados tipos
de câmeras digitas. Como se trata de um equipamento de custo elevado é
comum tentar aliar o uso odontológico e o uso doméstico. Geralmente, a
escolha é baseada na marca conhecida, no modelo mais recente, nas
especificações oferecidas e no design mais atraente.
Como o mercado é muito competitivo, a mídia força o consumidor a
correr atrás dos tais pixels e as empresas são obrigadas a lançar
câmeras com cada vez mais megapixels sem haver real necessidade. Essa
corrida é semelhante àquela da velocidade dos computadores; “Hertz”;
há pouco tempo se falava Megahertz (milhões de Hertz) hoje em dia se
fala Gigahertz (bilhões de Hertz), relacionando o numero com a
qualidade.
Antes de falar sobre qualidade da imagem é importante esclarecer o que
é Megapixel (Mp): Mega é uma unidade de medida que se refere a Milhão.
Pixel é a compressão de duas palavras da língua inglesa; Picture
Elements (Elementos de Imagem); que denomina um ponto virtual de cor
que em conjunto forma a imagem digital. A resolução da câmera é
determinada pela quantidade de pixels, medido pela unidade de
megapixel, ou seja, milhões de pixels. Quanto maior o número de pixels,
maior a resolução da imagem. Como também, quanto maior a resolução ou
quanto mais megapixels maior será a quantidade de bytes (informação) e
mais espaço ocupará no computador.
Na
prática, o número de megapixels define o tamanho da imagem: quanto
maior for o número de pixels maior será a ampliação da fotografia. No
caso de uma câmera com 3 Mp podemos imprimir fotos de 13 x 18 cm,
enquanto que com uma de 6 Mp podemos fazer fotos de 30 x 40 cm com
qualidade satisfatória. Portanto não se deve confundir tamanho da
imagem com qualidade da imagem, porque não é o número de megapixels
que determina a qualidade do equipamento. A qualidade da fotografia
vai sempre depender do fotógrafo e de sua técnica, uma câmera com 6 Mp
não vai gerar uma imagem melhor que uma de 3 Mp se o operador não
souber manusear o equipamento.
Quando se realiza uma fotografia de um 2º molar, dependendo do
equipamento utilizado, o 2º molar fica “longe” ou não fica
centralizado. Nestes casos podemos utilizar um recurso (crop) que
amplia a imagem e recorta a região de interesse. Se a câmera não for
dotada de megapixels suficientes, na hora de imprimir não será
possível ampliar muito a fotografia. As câmeras lançadas com 3 Mp já
possuíam boa resolução para fotografia odontológica, mas hoje a
maioria já está vindo com 4 Mp, no mínimo.
Didaticamente podemos comparar o pixel com as peças de um
quebra-cabeça. Se fizermos uma analogia, por exemplo, entre um
quebra-cabeça de 3 mil peças e uma máquina com resolução de 3
megapixels, assim como um de 6 mil peças e uma máquina de 6 megapixels.
Através dessa comparação podemos afirmar apenas que o quebra-cabeça de
6 mil peças será maior que o quebra-cabeça de 3 mil peças e nunca
melhor, parece óbvio, mas ocorre do mesmo modo com a câmera de 6 e 3
megapixels; a primeira fornecerá fotografias maiores do que a segunda,
e não melhores.
Vimos então que como o megapixel é uma unidade de medida e com os
exemplos mostrados, é possível concluir que o megapixel está ligado ao
tamanho da fotografia e não está diretamente ligado à qualidade.
Agora que desmistificamos o megapixel e sua relação com a qualidade da
câmera, podemos adquirir equipamentos selecionando pela qualidade
óptica e pelos recursos, e não mais nos ater à maior resolução ou
megapixel. Pois a alma da câmera fotográfica está nas lentes da
objetiva e o corpo apenas captura a imagem produzida.
Como comentado no início do texto, até os próprios fabricantes são
obrigados a participar da corrida dos megapixels, lançando modelos
idênticos diferindo apenas na resolução, para continuar vendendo
aquele mesmo modelo. Neste caso a qualidade da imagem diminui porque o
equipamento não foi projetado para receber este aumento forçado de
resolução, mas este é um assunto que será abordado numa próxima
publicação.
Glossário:
Bit: Unidade básica da informação, menor unidade de informação
digital: 8 bits equivalem a 1byte. No sistema binário, podemos
representar apenas dois valores: 0 (zero) e 1 (um).
Byte: Conjunto de 8 bits. Também conhecido como "palavra".
8 bits = 1 byte / 1024 bytes = 1 KB / 1024 kbytes = 1MB / 1024
megabytes = 1 GB / 1024 Gigabytes = 1 Terabyte
Megapixel: Unidade que corresponde a 1milhão de pixels. Quanto maior
for o número de megapixels da câmera, maior será sua resolução.
Pixel
(Picture x elements): Ponto virtual de cor que, em conjunto, forma a
imagem digital. A resolução da câmera é determinada pela quantidade de
pixels, medido pela unidade de megapixel, ou seja, milhões de pixels.
Quanto maior o número de pixels, maior a resolução da imagem.
Pixels Efetivos: Indica o número de pixels responsáveis pela
captura da imagem digital e, portanto, representa a verdadeira
resolução da câmera. O número effective pixels é o que realmente
importa, uma vez que nem todos os pixels do sensor são usados na
captura da imagem.
Resolução: Termo que se refere ao numero de pixels que forma a
imagem. É obtido multiplicando o número de pixels na horizontal e na
vertical, indicando a qualidade total de pixels na captura. Quanto
maior a resolução, maior a quantidade de pontos e também a definição
dos detalhes da imagem. A resolução pode ser óptica, de acordo com os
números de pixels do sensor, ou interpolada, quando se acrescentam
virtualmente mais pixels à imagem. Também pode ser expressa pela
quantidade de pontos dispostos linearmente em uma polegada (ppi ou
dpi) ou em um centímetro, mais utilizado em escaners ou impressoras.
Bibliografia:
1.
Bastos
GK. A Fotografia digital na ortodontia - Proposta de Aplicação. São
Paulo: Santos; 2004.
2. Bussele
M. Tudo sobre fotografia. 6ª ed. São Paulo: Livraria Pioneira; 1993.
3. Hedgecoe
J. Guia Completo da fotografia. São Paulo: Martins fontes; 2001.
4. Hedgecoe
J Manual de Técnica fotográfica. Madrid: H. Blume Ediciones; 1978.
5. Masioli
MA. Fotografia Odontológica. São Paulo: ABO; 2005.
6. Trigo
T. Equipamento fotográfico: Teoria e Prática. 2ª. ed. São Paulo:
Senac; 2003.
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