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| Ano VI - Nº 88 - Julho de 2004 |
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Iluminando seu espaço Jorge Elmor* |
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Há alguns anos, os projetos de iluminação vêm ganhando destaque na composição de ambientes profissionais. Esta ferramenta orienta e especifica todas as etapas e componentes do sistema de iluminação, assegurando conforto aos pacientes e economia de energia no consultório. Graças aos avanços no setor, hoje se pode conseguir muitos resultados subjetivos com grande eficiência energética. A luminotécnica não tem soluções padronizadas, pois depende de uma série de variantes: a finalidade do ambiente, o tempo de permanência dos usuários, a linguagem arquitetônica, a influência da luz natural, etc. Também não existe uma lâmpada ideal: cada uma é adequada a um tipo de aplicação. O uso da luz difusa sem áreas diferenciadas é bastante comum. Apesar desta uniformidade ser muito eficiente para racionalizar o consumo de energia, ela não produz um espaço estimulante. Uma boa dica para recepção de clínicas e consultórios é utilizar lâmpadas fluorescentes de cor amarelada como luz difusa e criar pontos de interesse iluminados por lâmpadas AR-111. Acrescentando alguns contrastes, destacando alguns pontos, o espaço torna-se mais dinâmico. Para estimular a interação entre pacientes e funcionários, além da luz na superfície de trabalho, pode-se utilizar uma iluminação suave na face das pessoas. O objetivo é reproduzir um ambiente natural, criando a sensação de mudança e variedade, inclusive com o uso de cores. O conforto visual - controle de reflexos, brilhos e ofuscamento, além de cuidados com contrastes - é fundamental em locais onde as pessoas permanecem por horas seguidas. Uma iluminação muito intensa pode incomodar o paciente quando na cadeira do dentista. O ideal é utilizar difusores por rebatimento – a luz é projetada no teto – que também diminuem sombras e reflexos consideravelmente. Acabamentos brilhantes, como tampos de vidro, apesar de serem de fácil higienização, podem causar reflexos desconfortáveis, assim como pisos escuros podem criar um contraste cansativo. A fórmica e o Corian são boas opções para o mobiliário e, no piso, porcelanato em cores opacas. O controle e a operação dos sistemas de luz devem ser simples e objetivos. Algumas vezes o exagero de interruptores e dimers (dispositivos que aumentam e diminuem a intensidade luminosa) criam efeitos indesejáveis e desnecessários. É importante lembrar que o melhor resultado aparece quando arquitetura e luminotécnica são concebidas juntas. A integração dos projetos é fundamental.
*Jorge Elmor é arquiteto. Dúvidas sobre decoração e arquitetura de consultórios dentários podem ser encaminhadas aos seus cuidados através do e-mail bekup@bekup.com.br. |