A
necessária avidez com que a
imprensa se atira sobre os fatos, faz com que, não raro, a opinião pública em geral se
apresse em tirar conclusões precipitadas e com base em informações incompletas ou
distorcidas.
Mais recentemente, o foco
recaiu sobre o súbito corte de investimentos destinados a empreendimentos de Internet e a
queda abrupta dos papéis de algumas empresas "dotcom", como são conhecidas no
mercado. A repercussão foi imensa e muitos identificaram nesse episódio sintomas de uma
morte anunciada.
O fato é que os cofres dos
investidores se fecharam sim para aqueles tipos de iniciativa mais comuns durante a fase
de euforia da Internet. Verdadeiros sorvedouros de dólares, resultantes de projetos mal
concebidos ou simplesmente sem a mínima chance de alcançar resultados mais perenes. As
razões desse fenômeno serão, um dia, melhor estudados.
É o equilíbrio natural
das coisas. Assim como prosaicas tulipas, num momento perdido no passado da Europa,
chegaram a alcançar valores estupidamente irracionais, algo semelhante, resguardando-se
as proporções, aconteceu na Internet. Chegou a hora, enfim, de cortar gorduras, de
separar amadores e profissionais e, principalmente, de concentrar esforços em projetos
sérios.
A Velha Economia fingiu-se
de morta e ficou no seu canto, apenas assistindo a grande queima de dinheiro e aguardando
o momento certo de agir. Passado o furacão, é ela, mais uma vez, que aproveita o que há
de realmente inovador e criativo nos modismos e os transforma em sólidas fontes de renda.
Estão aí, os gigantes dos diversos setores implantando os chamados sites "B2B"
business to business para fazer contratos, compras, vendas e toda sorte de
negócios.
Portanto, quem acreditou
que a Internet poderia estar agonizando tal qual um modismo qualquer, deve reconsiderar
sua posição. Ela está aí, com alguma gripe, talvez, mas decidida a fazer parte de
nossas vidas |