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Ano VI - Nº 91 - Outubro de 2004
 

Gratos pela preferência

Lenon Hymalaia*
 

 


Outro dia, ao folhear as páginas de uma revista especializada em Comunicação, vi um anúncio que, ao mesmo tempo, era modesto, simples, curioso e, com certeza, altamente chamativo. Ao abrir a revista, do lado esquerdo, uma foto de uma das esquinas mais famosas de São Paulo, o cruzamento das avenidas Ipiranga e São João. Do lado direito, uma página inteira branca apenas com o nome da empresa anunciante no rodapé, alinhado à direta, e uma frase no meio, escrita em preto: “referência é tudo.”

De uma maneira bastante simples, mas bem inovadora e inteligente, a empresa, além de ressaltar suas qualidades, também destacou que suas ferramentas, formas de gestão, atendimento, competência, desempenho, compromisso e transparência com os clientes são questões primordiais e estão em primeiro lugar, fato que torna a referida companhia, conforme a propaganda, em uma especialista em seu segmento, sendo a referência do mercado naquele setor.

Com esta grande jogada de Comunicação, a empresa pretende (subtende-se) dar um salto, fixando, acima de tudo, o seu nome, sua marca. E este é um dos poderes da Comunicação: fixar um nome, uma marca.

A Comunicação deve ser utilizada de maneira ampla e plena, pois, ela é uma das grandes formas de relacionamento. O CD deve tomar ciência disso. Somente através dela é possível ao dentista identificar e perceber, classificar e priorizar, ouvir e receber feedback sobre seu consultório, tendo em vista que o que vai determinar a quantidade de pacientes são as informações que vêm de fora dele. Ou seja: o cirurgião-dentista tem como dever indispensável identificar seu público e informá-lo de modo a criar uma grande teia de relacionamentos, o que proporcionará maior comprometimento dos pacientes com o consultório.

Não é uma tarefa tão difícil. Na verdade, requer experiência e prática. O segredo é tratar a Comunicação como um tesouro. O que de fato é. Por meio dela há muito estamos acompanhando ações das indústrias, entidades de classe, empresas de prestação de serviços e multinacionais, setores que vêm aprendendo a utilizar todas as mídias existentes não só para a venda de produtos, mas principalmente na busca da formação, correção, manutenção ou ampliação de sua imagem.

Este é um processo importantíssimo para o CD. Ainda mais quando o item levado em conta é o da exposição e ampliação da imagem. Para isso, vale ressaltar, o que frisou nosso colega Marcelo de Andrade, em seu artigo O verbo e a verba, “o raio de atuação do cirurgião-dentista vai além do consultório.” Ou seja, é necessária, também, uma exposição da imagem e, claro, como já citei, formar a teia de relacionamentos.

Uma vez, quando participava de uma palestra cujo tema era Comunicação Dirigida e Como Planejar a Comunicação de sua Empresa e/ou Escritório, ouvi uma frase muito interessante do presidente da sucursal Brasil de uma multinacional instalada em nosso País: “Comunicação pressupõe verdade; sem verdade não há comunicação. Quem não se comunica, quem não expõe a sua verdadeira imagem, as suas reais funções, contribui para a formação de pré-conceitos, e não de conceitos.”

Faz muito sentido. E, se assim for, só há apenas um segredo: identificar os públicos por tendências e desenvolver uma comunicação bem planejada, tarefas que devem ficar sob responsabilidades de profissionais especializados. Feito isso, só restará aos CDs agradecerem a preferência.


* Lenon Hymalaia é jornalista formado pela Universidade Braz Cubas. Atua há quase cinco anos na área de Comunicação Empresarial. Foi diretor honorário de Comunicação do Coopergrêmio, instituição ligada à Cooperdata (Cooperativa de Trabalho de Profissionais em Processamento de Dados e Informática). É assessor de imprensa de uma multinacional com sede na Espanha e jornalista responsável pela Revista Financeiro, veículo interno da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (ACREFI) e colaborador da Edita Comunicação e do Jornal do Site Odonto. 

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