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| Ano V - Nº 67 - Maio de 2003 - 2ª Quinzena |
| Importância
da auto-estima
Dr. Marco Antonio De Tommaso* |
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A auto-estima está presente em tudo o
que fazemos. Da entrevista para um emprego ao pedido de desconto em uma
loja, de uma conquista amorosa à aceitação de novos desafios. Nessa medida, num mundo
competitivo como vivemos tem enorme valor de sobrevivência, sendo uma necessidade humana,
essencial para o desenvolvimento psicológico adequado. É, ao mesmo tempo, ingrediente fundamental do sucesso e, quando inadequada, componente de praticamente todos os quadros psicopatológicos. Da depressão ao uso de drogas, da anorexia e bulimia à obesidade, da timidez ao medo do sucesso. Podemos fazer um paralelo com o sistema imunológico, dizendo que auto-estima adequada funciona como "o sistema imunológico da mente". Embora não seja "vacina" contra infecções, um sistema imunológico adequado aumenta nossa resistência a elas e, se ocorrerem, proporciona recuperação mais rápida. Da mesma forma, auto-estima adequada não garante ausência de problemas mas de maior resistência ao insucesso e, se ele ocorrer, melhores condições de lidar com ele, fazendo do fracasso eventual oportunidades de aprendizado. Pessoas com auto-estima elevada têm mais energia, motivação e iniciativa. São estimuladas pelos desafios pois confiam na própria capacidade de enfrentá-los. Superar desafios aumenta a auto-estima o que, por sua vez, aumenta a capacidade de enfrentamento. Auto-estima elevada aumenta a perseverança diante de situações adversas. Mais perseverança significa mais chance de reverter esta situação. Proporciona maior otimismo e, por isso, mais perspectivas de sucesso. Importante salientar que pessoas com auto-estima elevada estão mais atentas à oportunidade. Aceitam o risco de enfrentar situações novas e não as vêem como ameaça, mas como desafios. São pessoas atentas aos sinais internos de intuição e de criatividade, acreditam nelas, ao contrário de pessoas com baixa auto-estima, que não acreditam nas próprias intuições e na criatividade, por acharem-se incapazes. O comportamento social é positivamente influenciado pela auto-estima adequada, pois a pessoa não sente no outro uma ameaça. Emite sinais de empatia, respeito e aceitação. Desenvolve maior cortesia na razão direta em que não teme a presença do outro. Nos casos de timidez exagerada (fobia social) a pessoa tem medo da avaliação dos outros e não confia nos predicados para ser aceita. Quando falamos em auto-estima falamos da autoconfiança em nossos valores, crenças e regras interiorizadas, em nosso referencial interno . O estimulo externo passa antes por um filtro pessoal para ser ou não aceito. O exemplo típico pode ser mencionado no caso das drogas, onde uma pessoa com auto-estima adequada consultará a si própria : "é bom para mim ?". *Dr. Marco Antonio De Tommaso - Psicólogo
e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo USP; atuou no Ambulatório de
Ansiedade do HC/USP; credenciado pela Associação Brasileira para Estudo da Obesidade;
psicólogo das Agências Elite e LEquipe de modelos |