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Ano VI - Nº 87 - Junho de 2004
 

Ansiedade não escolhe idade

Dr. Marco Antonio De Tommaso*

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Os transtornos ansiosos, entre os quais o pânico, fobia social, ansiedade generalizada, fobias e medos, reações ao estresse, são os principais problemas de saúde mental dos brasileiros nos grandes centros urbanos no final do século.

O desgaste, sofrimento e a incapacitação que provocam, os custos pessoais, familiares, sociais e profissionais são incalculáveis. Estudo com 30 pacientes com pânico não tratado revela que 16 não trabalhavam, 7 o faziam esporadicamente, 11 pediram demissão ou foram demitidos como resultado direto de seu quadro ansioso.

Cinqüenta por cento dos jovens que utilizam drogas o fazem para modificar o desconforto produzido por ansiedade e depressão. Pessoas excessivamente tímidas e envergonhadas (fobia social) tem vulnerabilidade maior para álcool e drogas, ocorrendo abuso e dependência em 20 a 30% dos casos, onde o uso está associado com situações de enfrentamento de dificuldades. São pessoas que começam utilizando o álcool para “relaxar” e participar de reuniões ou encontros sociais. A percentagem de suicídios chega a 14% ! Além disso, há evitação de toda uma série de situações, inclusive promoções, por medo de contatos sociais decorrentes.

E os problemas ansiosos estão ocorrendo cada vez mais cedo (infância e adolescência) e em numero cada vez maior (25% da população mundial têm alguma forma de ansiedade clínica). Crianças com pânico ou fobia social podem evitar freqüentar escolas!

Ansiedade não tratada pode ser o estopim para toda uma gama de quadros clínicos graves que vão do abandono escolar ou do emprego até o uso de drogas, alcoolismo, obesidade via compulsão alimentar, anorexia nervosa e bulimia, transtornos sexuais, somatizações diversas, além de problemas de ordem social como dissolução familiar e outros, que podem ter-se iniciado COMO UMA TENTATIVA MAL SUCEDIDA DE “TRATAR” A PRÓPRIA ANSIEDADE, OU A DEPRESSÃO OU O DESCONFORTO QUE PRODUZEM.

Os transtornos ansiosos, hoje, são estudados, pesquisados e conhecidos. Seu tratamento ADEQUADO apresenta bom prognóstico.

A desinformação, o preconceito, a abordagem indevida concorrem decididamente para dificultar o acesso ao tratamento e à melhora da qualidade de vida.

É MUITO MAIS FÁCIL TRATAR A ANSIEDADE QUE OS MALES DELA DECORRENTES!


*Dr. Marco Antonio De Tommaso - Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo – USP; atuou no Ambulatório de Ansiedade do HC/USP; credenciado pela Associação Brasileira para Estudo da Obesidade; psicólogo das Agências Elite e L’Equipe de modelos
E-mail: tommaso@terra.com.br
Internet: www.saudeweb.com.br/ coluna emagrecimento (+11) 3887 9738

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