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| Ano VII - Nº 98 - Maio de 2005 |
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Amor de mãe: A base da auto-estima Marco Antonio De Tommaso* |
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No desenvolvimento da auto-estima é fundamental do amor incondicional dos pais e principalmente da mãe. Amar incondicionalmente é não vincular este sentimento ao desempenho escolar, atlético ou a qualquer parâmetro. Amar incondicionalmente é corrigi-lo quando está errado e faze-lo apontando FATOS e não atacando a pessoa. È colocar limites sem se sentir culpada, compreendendo que limite significa segurança. O desenvolvimento da auto-estima começa no útero materno.Uma criança que seja aceita, desejada, crescerá num lar mais propício a ser amada. Na base da auto-estima a infância é fundamental. Além do sistema de recompensas e punições, além do que diz, a mãe é modelo vivo de comportamento para seu filho. Mais que tudo, seu exemplo promoverá o aprendizado e a conduta de seu rebento. O modelo materno é complementado, depois, pelo paterno. Mas os valores, as normas, as crenças interiorizadas que regerão o comportamento o são, primariamente, a partir do comportamento da mãe.Mães com auto-estima elevada proporcionam essa experiência a seus filhos e tem muito maior chance de terem filhos com auto-estima adequada, que será imprescindível para tudo o que fizerem na vida. Coerência é fundamental. Não podemos ensinar o que não praticamos.”Faça o que eu digo” só terá efeito se a mãe “fizer o que diz para o filho fazer”. Pais devem utilizar o incentivo, o elogio sempre que possível e pertinente. Adequadamente utilizado, promove incremento na auto-estima.Se não for procedente deixará a criança insegura. É importante que, de maneira pertinente, façamos a criança sentir-se importante. Uma dica de ouro a todas as mães é “faça COM seu filho, mas não faça POR seu filho”. Ensine a pescar mas não pesque por ele ! Desenvolva o diálogo e a empatia com a criança. Algo a preocupa? Tem vergonha de si própria? Incentive atitudes de participação e emancipação com otimismo em relação a desafios, com metas pertinentes, proporcionais ao alcance da criança.A mensagem deve ser “vamos tentar?” “Podemos aprender”. Assumir que podemos fazer algumas coisas muito bem, outras com dificuldade e que também erramos é uma forma de combater o perfeccionismo, uma das características da baixa auto-estima.”Faça o melhor que puder” em lugar de “não erre”. Ensine que o erro não é fracasso, mas oportunidade de aprendizagem. O respeito aos sentimentos da criança deve ser cultivado. O problema que ela apresenta deve ser ouvido e avaliado com realismo. Para ela é importante e seriam absolutamente descabidas respostas do tipo “ah, tem tanta criança que passa fome e você se queixa disso!”. Resumindo:
Não faça:
Lembre-se! A auto-estima acompanhará seu filho para o resto da vida. Será fator determinante em tudo o que fizer, da entrevista para um emprego a um pedido de desconto em uma loja, de uma “paquera” ao aceite de um desafio profissional. As emoções dele dependerão, em grande parte, de seu equilíbrio emocional. *Dr. Marco Antonio De Tommaso
- Psicólogo Clínico pela Universidade de São Paulo USP; atuou como
Psicólogo no Ambulatório de
Ansiedade do HC/USP; credenciado pela Associação Brasileira para Estudo da Obesidade;
Psicólogo das Agências Elite e LEquipe de modelos. Outros artigos publicados pelo autor no Jornal do Site Odonto |