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| Ano V - Nº 75 - Outubro de 2003 - 2ª Quinzena |
| O caro pode sair ainda mais caro
Marcelo de Andrade* |
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A lei de Moore, lançada pela Intel há doze anos, determina que a cada dezoito meses dobra a capacidade e velocidade dos processadores. Isso significa que o computador ultramoderno de hoje se transformará numa sucata em um ano e meio. Frente a esta cruel constatação, o que deve fazer quem está pensando em trocar seu equipamento ou comprar mais um micro para o seu consultório? Vale a pena comprar a peso de ouro uma máquina de última geração, mesmo sabendo que o dito ficará obsoleto precocemente? Ou é melhor adquirir um destes frankensteins montados em fundo de quintal que servem apenas para jogar paciência?
A resposta é: depende. Se for utilizar a máquina para editar imagens ou rodar softwares pesados, cada Mhz e Mb adicional que puder embutir na CPU valerá a pena. No entanto, é um erro pensar que computadores sofisticados, com modens de alta velocidade, permitem navegação mais rápida na Internet. Tais quesitos são totalmente inúteis se a máquina não estiver conectada a uma linha dedicada ou fibra ótica. É dinheiro jogado fora. Em se tratando de um computador voltado para tarefas simples, como processamento de texto, troca de e-mails sem anexos anabolizados ou execução de softwares administrativos modestos, um computador sem grandes pretensões mnemônicas já satisfaz. Não adianta se deixar levar pelo canto da sereia. Computadores dotados de Pentium III ou mais potentes exigem grande demanda de uso para se pagar. Por um preço menor, processadores Celeron ou K6 dão conta de atividades menos exigentes. Computadores da marca Apple, apesar de usarem uma tecnologia moderna, são em geral um pouco mais caros do que os PCs e não rodam os mesmos aplicativos do Windows. Depois de definir o tipo de processador mais adequado, convém analisar os outros itens da configuração. Computadores dotados de disco rígido com menos de 6,4 GB e 32 MB de memória, modem com velocidade inferior a 56k, placa de vídeo com menos de 8 MB e CD-Rom player com velocidade inferior a 24x são considerados pouco satisfatórios nos dias de hoje. Um Celeron 500 Mhz, 32 MB RAM, HD 8.4 Gb, monitor de 14"digital, placa de vídeo AGP, kit multimídia 50x, mais teclado e mouse custava, em 19 de junho, cerca de R$ 1.300,00 em uma revendedora de São Paulo. A mesma empresa comercializava um Pentium III de 600 Mhz, 64 MB RAM, HD 8,4 Gb, fax modem de 56k, placa de vídeo AGP, kit multimídia de 50x, mais gabinete, teclado e mouse por R$ 1.750,00 aproximadamente. Com a diferença do Celeron para o Pentium, seria possível comprar uma impressora a jato de tinta (cerca de R$ 450,00, dependendo do modelo) ou um scanner de 19200 DPI (aproximadamente R$ 160,00).Há que se levar em conta também a qualidade do suporte técnico e a garantia do equipamento. Dê preferência para peças genuínas e softwares originais com licença de uso. Muitas empresas fabricantes, integradoras e revendedoras têm site na Internet, o que facilita a pesquisa. E, parafraseando Vinícius, que seu micro seja infinito enquanto dure. Tome apenas cuidado para que o caro não lhe saia ainda mais caro. ** Marcelo de
Andrade é jornalista pós-graduado em Comunicação Social pela Faculdade Cásper
Líbero. |