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Com biossegurança não se brinca, uma vez que não é possível saber de antemão se o paciente está ou não com algum processo infeccioso. A recíproca também é verdadeira, pois muitas infecções podem ser transmitidas aos pacientes por membros da equipe. Por isso, é fundamental que todos os profissionais de saúde bucal, incluindo pessoal de apoio, sigam protocolos de controle de infecção. Confira, a seguir, algumas medidas preventivas* sugeridas por especialistas quanto ao uso de equipamentos de proteção individual e descarte de material usado. Luvas
Entre as recomendações universais de controle de infecção está a utilização de barreiras físicas, como luvas, máscaras e óculos, que evitem a transmissão das doenças no consultório do cirurgião-dentista. Luvas de látex ou vinil utilizadas em procedimentos cirúrgicos devem vir esterilizadas de fábrica. Nos demais procedimentos, não precisam ser esterilizadas. As luvas não podem ser reutilizadas nem lavadas ou esterilizadas, situações em que ocorrem danos ao material. Enquanto estiver usando luvas, não manipule objetos fora do campo de trabalho (canetas, fichas, telefone etc.). Óculos Outra recomendação universal é o uso de óculos e máscaras protetoras. Os primeiros evitam ferimentos e contaminação pela conjuntiva. Os protetores oculares devem ter vedação periférica e se moldar perfeitamente ao rosto, inclusivo sobre os óculos de grau, e devem ser descontaminados por limpeza mecânica com água e sabão no final de cada atendimento. Máscaras As máscaras evitam contaminação pelas vias respiratórias e pela boca. Não podem irritar a pele nem entrar em contato com lábios e narinas. Também não devem facilitar o embaçamento do protetor ocular. Não podem permanecer penduradas no pescoço e devem ser descartadas quando estiverem molhadas ou no final do período. Avental Batas, aventais e blusas descartáveis ou reutilizáveis também são indicadas. Devem ter colarinho alto e mangas longas com punhos. Devem ser trocadas diariamente ou assim que apresentem sinais visíveis de contaminação. Seu uso deve ser restrito ao interior da clínica. Peças reutilizáveis devem ser imersas em solução de hipoclorito 1:5 por 30 minutos antes da lavagem. A mesma precaução vale para gorros não descartáveis. Óculos, máscaras e roupas de proteção têm que ser retiradas antes de o profissional sair da área operatória ou laboratório para garantir a eficácia do controle de infecções. Lixo
O lixo gerado em cada atendimento (gazes, algodão etc.) deve ser acondicionado em sacos plásticos pequenos, que devem ser fechados e descartados em lixeiras maiores, dotadas de tampa acionada por pedal e revestidas internamente com sacos plásticos próprios para resíduos contaminados. Vale lembrar que o lixo gerado por consultórios deve ser tratado como lixo hospitalar, ou seja, recolhido pelo serviço municipal responsável por este tipo de coleta e incinerado. Perfuro-cortantes
Agulhas, lâminas de bisturi, limas, arames e outros objetos perfuro-cortantes que entraram em contato com o paciente devem ser considerados infecciosos e manipulados com todo cuidado para evitar acidentes. A limpeza de instrumentos desse tipo deve ser feita com a proteção de luvas grossas, que permitam segurança no manuseio. Os descartáveis devem ser jogados em recipientes que impeçam cortes e picadas, com paredes rígidas, contendo solução desinfectante (hipoclorito de sódio 1%). Quando estiver cheio, vedar o recipiente, rotular como contaminado e desprezar no lixo destinado à coleta seletiva hospitalar. Amálgama e mercúrio Resíduos de amálgama e excesso de mercúrio devem ser acondicionados em recipientes plásticos com água, devidamente identificados. *Fonte: Opas e "Rotina de Procedimentos de Descontaminação das Clínicas ABO-Goiás", 2º edição, 1998. |