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Biossegurança - Parte VII*

Informações didáticas sobre o tema vêm sendo publicadas, seqüencialmente, há cerca de três meses no Jornal do Site Odonto. Acompanhe a série no Arquivo de Matérias, disponível permanentemente na página de abertura.

Esterilização por calor seco

Especial
Marcelo de Andrade

No capítulo anterior, foram apresentadas algumas características e procedimentos básicos para a esterilização em autoclave. No presente capítulo, confira algumas dicas para a esterilização pelo calor seco apresentadas no manual Rotina de Procedimentos de Descontaminação das Clínicas da ABO-GO (2ª edição), elaborado pela CD Denise de Azevêdo Bento, a farmacêutica Fabiana Cristina Pimenta e a enfermeira Adenícia Custódia Silva e Souza.

Os cuidados começam logo no preparo ou embalagem do material a ser esterilizado. O instrumental deve ser disposto em pequenas caixas metálicas, de alumínio ou inox, que não devem ultrapassar o tamanho 10 x 10 x 30 cm. As caixas, fechadas, devem ser identificadas com data, tipo de material que contém, número do lote e nome de quem o preparou (usar fitas apropriadas para o calor seco). Instrumentos de corte e brocas devem ser envolvidos cuidadosamente em papel alumínio para preservar sua durabilidade.

Panos, papel de algodão e borracha não deverão ser esterilizados no forno porque não são bons condutores de calor, queimam as fibras e perdem sua capacidade de absorção. Para piorar, inflamam-se ou derretem sob alta temperatura.

Após o acondicionamento do instrumental, o usuário deve aguardar o termômetro atingir 170ºC. Usando luvas de amianto, abrir o forno e colocar as caixas lado a lado, sem encostar uma nas outras, nas prateleiras, tomando cuidado para não se queimar. A carga não pode ultrapassar 2/3 da capacidade da câmara para facilitar a irradiação e circulação do calor. Espere o termômetro alcançar novamente 170ºC e marque o tempo desejado. Não abrir mais o forno antes de completar o ciclo de esterilização. Verificar se há oscilações de temperatura. Se isto ocorrer, o termostato deve ser regulado e a operação reiniciada (a contagem do tempo deve ser zerada e programada novamente).

Encerrado o tempo de esterilização programado, desligar o forno, entreabrir a porta e esperar a temperatura abaixar antes de retirar o material. Não coloque o material esterilizado sobre superfície fria para evitar condensação e possível contaminação. Articulações e juntas de fórceps, pinças, porta-agulhas e tesoura podem ser lubrificadas com hidrossolúveis.

O material esterilizado corretamente pode ser utilizado por até sete dias. Testes biológicos com Bacillus subtillis devem ser realizados mensalmente. A temperatura em todas as esterilizações deve ser registrada.

Em breve, no Jornal do Site: esterilização química com glutaraldeído.

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