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| Ano III - Nº 50 - Primeira quinzena de março de 2002 |
Delegação de tarefas como Plínio Augusto Tomaz* |
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| Os dentistas têm enfrentado, a cada dia de forma mais intensa, o desafio de
balancear deveres de um clínico com aqueles de um gerente. O consultório é uma empresa.
Acho que a essa altura do campeonato, você já aprendeu essa lição, não é mesmo? Conforme a odontologia vai se expandindo, o mesmo ocorre com as tarefas e com as responsabilidades necessárias para sustentar esse crescimento, principalmente pelo fato de vivermos mergulhados em uma profissão com um mercado tão competitivo. A delegação eficaz de tarefas pode melhorar dramaticamente a eficiência de um consultório, ajudando a construir um espírito de equipe entre os funcionários e permitindo-os alcançar seu máximo potencial. Bom para eles, melhor para você. Uma das razões por que as pessoas hesitam em delegar tarefas é o fato delas acreditarem que podem fazer melhor elas mesmas. Entretanto, tarefas tais como controlar os aspectos financeiros de uma clínica dental, cuidar dos convênios, assegurar o relacionamento e o comprometimento com padrões governamentais do controle da infecção (vigilância sanitária), liderar uma equipe e sustentar o crescimento em um ambiente competitivo, afastam o dentista de sua atividade principal (tratamentos clínicos) proporcionando a perda de alguns bons reais e de tempo. Alguns destes itens, como os exemplificados acima, necessitam de uma distribuição apropriada de responsabilidade por sua execução, de tal maneira que sejam incorporados e aceitos pela equipe de funcionários. Mas não confunda delegar com despejar tarefas. O resultado positivo ou negativo depende, principalmente, da maneira como você delega essas tarefas. Se um funcionário seu sentir que você está apenas despejando sobre ele uma tonelada de novas coisas a fazer, é porque novas tarefas foram a ele atribuídas, mas sem a devida autoridade que deveria acompanhar a delegação. Responsabilidade precisa de uma dose de autoridade. E vice-versa. Talvez você esteja pensando "mas não há um certo risco na delegação de autoridade?" e eu lhe digo que você está certo em pensar assim. No entanto, se um profissional não se sentir confortável com esse risco, provavelmente significa que a tarefa está sendo delegada à pessoa errada. E, se a pessoa certa a se delegar não existir, é hora de empregar pessoas melhores. Chega de remendar funcionários que não querem "vestir a sua camisa"! Aqui vão algumas dicas para que você possa fazer uma distribuição da responsabilidade de forma mais eficaz:
Resumindo: a base da delegação eficaz é confiança. Se não se confia, então não se pode delegar. A distribuição eficaz da responsabilidade aos poucos poderá se tornar uma importante força que irá permitir que os cirurgiões-dentistas se tornem mais produtivos com seu tempo. Quando você distribui responsabilidades eficazmente, você inevitavelmente testemunhará o aumento da produtividade de seus funcionários, o desempenho realçado da prática clínico, melhora no clima interno do consultório e principalmente... lucros aumentados. Boa sorte. * Plínio Augusto Rehse Tomaz é cirurgião-dentista e diretor da Tomaz Assessoria e Marketing S/C Ltda. Autor do livro "Marketing para Dentistas - Conquistando e Mantendo Clientes" (Navegar Editora, 2ª edição, 2001) - Página na Web: http://www.tomazmkt.com.br - e-mail: tomaz@tomazmkt.com.br |