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aaa Ano VII - Nº 97 - Abril  de 2005
 

Investimento

Plínio Augusto Rehse Tomaz*

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Suponha que você tenha 20 mil reais “sobrando” e deseja investir este dinheiro. Em que investiria?

Se você é do tipo conservador, não gosta de correr riscos, e acha que “com dinheiro não se brinca”, então certamente sua opção será a de sempre: poupança. Não rende quase nada, mas é certo e seguro.

Mas se você é do tipo que gosta de conhecer coisas novas e acha que correr um certo risco, desde que pequeno e compensador, vale a pena, então provavelmente sua opção será: moedas estrangeiras, fundos de renda fixa, ouro etc.

Há ainda um terceiro tipo, o do investidor ousado. Se você se encontra neste grupo, então preferirá apostar em carteira de ações, aplicar na bolsa de valores, em fundos de renda variáveis, etc.

Só para se ter uma idéia: quem aplicou R$ 100,00 na poupança em 1980 hoje tem R$ 180,00, mas quem preferiu arriscar a bolsa (ações) transformou esta quantia original em R$ 1.155,00. Que diferença, hein?! Mas ao longo deste tempo, houve vezes em que a rentabilidade esteve abaixo da poupança ou em várias tenha sido negativa.

É bom salientar que não há um estilo certo ou errado. De um modo geral, quem arrisca mais costuma ser recompensado com resultados muito superiores, mas é preciso gostar de ter emoções fortes e ter uma boa dose de equilíbrio, serenidade e perseverança.

No entanto, não escrevo este artigo para falar sobre os estilos de investidores, mas para apresentar a você alternativas sobre este tema, ou seja, abrir a sua cabeça para novas possibilidades de investimentos. Em meu dia a dia tenho visto que, raramente, um colega percebe as inúmeras alternativas que têm para investir.

Além dos investimentos financeiros citados acima, o que chamo de “investimentos óbvios”, você também pode optar por outras coisas, como por exemplo, obras de arte, imóveis, pedras preciosas, antigüidades, gado, negócios paralelos, etc. A criatividade é capaz de levar as pessoas a resultados fantásticos. Isso é “aprendível” como diria um amigo meu.

Como aprender? Eis minha sugestão: comece com pouco dinheiro, investindo em coisas reais. Por exemplo, faça um exercício com R$ 500,00, dando a sim mesmo a meta de transformar este valor em R$ 1.000,00 no prazo de 1 mês. O que você faria para conseguir esse resultado?

Apresentei este desafio a vários amigos, alunos de nosso curso de gestão e marketing e também a alguns clientes. Os resultados foram surpreendente. Surgiram idéias como: comprar tudo em camisetas e material de silk scream, prepará-las com temas chamativos e revender com lucro. Um aluno sugeriu comprar  quinquilharias mobiliárias dos vizinhos e revende-las em lojas de antigüidades. Uma médica trouxe a inusitada idéia de vender pipa na praia e um advogado sugeriu comprar equipamentos de mágica e fazer algumas exibições em festinhas de aniversário. Alguém sugeriu fazer trufas de chocolate e vender em escolas e faculdades. Muitas idéias surgiram.

Viu sobre o que estou falando? Investimento não deve ser entendido apenas como alguma aplicação financeira tradicional. Prefiro entender investimento como o processo de colocar (aplicar, gastar, etc) seu dinheiro com alguma coisa que lhe traga mais dinheiro.

Desta forma, podemos investir em objetos de arte, no comércio, na prestação de pequenos serviços, ou até mesmo em algum processo industrial (produção de camisetas, por exemplo).

Onde mais podemos colocar nosso dinheiro sabendo que ele voltará para nós trazendo consigo alguns “amigos”? Sempre vale a pena lembrar de alguns investimentos pouco percebidos como tal, como por exemplo: investir na formação ou na motivação de um funcionário, em equipamentos que proporcionarão que execute seu trabalho de modo mais rápido, mais eficiente ou com maior qualidade, ou ainda na sua própria formação (clínica, administrativa, etc), terapias, coaching, lazer com a família (qualidade de vida), e muito mais.

Escolha uma área (coisa, ou um negócio paralelo) da qual você goste ou conheça bem. Não se meta a plantar flores se você, como eu, não sabe nem a diferença entre uma petúnia e uma violeta.

Deixo aqui então a minha dica final: comece a treinar hoje mesmo com pequenos valores. Habitue seus filhos a trabalharem a criatividade e o empreendedorismo. Quando perceber, vai estar investindo como gente grande.


*Plínio Augusto Rehse Tomaz é cirurgião-dentista e diretor da Tomaz Assessoria e Marketing S/C Ltda. Autor do livro "Marketing para Dentistas - Conquistando e Mantendo Clientes" (Navegar Editora, 4ª edição, 2004) - Página na Web: http://www.tomazmkt.com.br. E-mail: tomaz@tomazmkt.com.br).


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