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vhugabre.jpg (7678 bytes) Bem-vinda
saúde familiar!

Colômbia - Prof.Victor Hugo Montes Campuzano*

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    Um conceito remoçado, que não é moderno porque na origem das ciências da saúde era assim, é o da Medicina Familiar, antítese das chamadas especialidades de incontível proliferação. Fora de obedecer a critérios válidos, de dar maior vantagem a uma medicina de qualidade, sustentada em melhores tecnologias, serviu também para encarecer tremendamente os serviços de saúde.

Não estão longe os dias, para nossa geração, durante os quais era comum ver o médico de família e o odontólogo também de família. Um e outro, em nossos belos povoados, atendendo com propriedade, com amor e suficiência as necessidades das crianças, jovens e idosos de uma mesma família. Diferente ao observado hoje, nesses mesmos povoados que continuam sendo belos, porém esquecidos, e nas grandes cidades, nas quais as crianças são atendidas por um ou mais especialistas, que não poderão atender aos jovens desse mesmo meio familiar porque para eles há outros profissionais, que tampouco estão com possibilidade de atender aos adultos, e muito menos aqueles da família que começam a entrar nos caminhos outonais da terceira idade.

Isto significa que em uma família comum e corrente, com a gama de idades mencionada, não será raro ver que o velho odontólogo ou médico daquela época, está sendo substituído (cada um), por cinco ou mais profissionais. Podem ser mais se levarmos em conta a modalidade de "parcelar" o paciente em tantas super-especialidades quantos órgãos tiver, para cobrar-lhe honorários da mesma forma, parcelado. De nenhuma maneira quero dizer que sou contra as especialidades, não poderia sê-lo porque isto seria negar a dinâmica científica que têm as profissões de saúde, sua magnitude de conhecimentos e os mesmos princípios básicos da divisão do trabalho.

Rechaçamos, sim, os desvios que sofreram e que têm como conseqüência, na Colômbia, o reconhecimento de 44 especialidades médicas e, reconhecidas ou não mais de 12 odontológicas, com esta característica: níveis crescentes de subemprego e desemprego.

Defendemos, sim, o profissional de saúde que faça odontologia e medicina contínua, integral, que esteja preparado para atender seu paciente como um todo e como um ser biológico, psíquico e social ( familiar), ao qual poderá aplicar seus conhecimentos e habilidades na prevenção de doenças, cura e reabilitação das seqüelas que elas deixam. Por sorte, em nosso país as universidades e as instituições de saúde já vêm trabalhando para que seus formandos e seus funcionários velem por uma saúde familiar que é científica e é humana. Tão científica como a dos especialistas, mas indiscutivelmente mais humana, mais oportuna, mais efetiva, estimada e apreciada.

Os especialistas continuarão sendo úteis para aqueles casos escassos que a pesquisa nacional de saúde nos mostra, quando suas estatísticas indicam que apenas duas pessoas foram hospitalizadas, de 63 que consultaram o médico, entre 387 que se sentiram doentes. Isto, de 804 pessoas que estavam doentes sem saber, por cada 1.000 compatriotas. O benefício do especialista está no atendimento desses dois de cada 1.000; os 98 (incluindo os sãos), são do campo da saúde familiar.


* O prof.Victor Hugo Montes Campuzano é presidente da Federação Odontológica Colombiana, magistrado do Tribunal Nacional de Ética Odontológica e Professor Titular da Universidade Nacional da Colômbia.


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