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| Ano VI - Nº 91 - Outubro de 2004 |
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O "prático" da Comunicação Zaíra Barros* |
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E o jornalista, um dos profissionais da área de Comunicação, o que tem a ver com isso? Dele também é exigido preparo técnico, reciclagem e em seu desempenho tem que constar a criatividade do trabalho intelectual interpretado para as diferentes necessidades. Também este profissional se posta à frente do computador por horas, tendo como missão esclarecer mentes (brilhantes ou não), perseguir a perfeição do texto e conseguir comunicar, seja o que for, da maneira mais correta e se tornar um agente social capaz de produzir mudanças provocadas pela informação. Ambos, dentista e jornalista, têm falta de jeito para gerenciar/administrar, conhecimento básico para se enfrentar os dias de competitividade atuais. Esta falha começa lá atrás, quando ainda um e outro estão na faculdade, pois não há esta disciplina na grade curricular nem nos cursos de Odontologia, nem nos de Comunicação. Mas de todas as coincidências, a que mais incomoda tanto o dentista quanto o jornalista é a figura chamada de “prático”, que floresce em todos os cantos do Brasil, numa e noutra destas duas (em outras, infelizmente) profissões. Todos os nossos leitores conhecem o dentista prático e têm a obrigação de denunciar sua presença aos órgãos competentes (assunto ainda controverso: há casos de CROs que acolhem estas denúncias; em outros elas devem ser feitas ao Ministério Público/Polícia). Mas, e o “prático” da Comunicação, personagem nefasto que se aproveita do desconhecimento quase geral de que a profissão de jornalista, relações públicas, publicitário, enfim, de comunicador, deve ser exercida por profissional qualificado? A consciência de se utilizar este profissional qualificado, no lugar de um quebra-galho (ou o famoso “prático”), pode fazer toda a diferença, para o bem ou para o mal da sua comunicação e do seu negócio. Não basta dominar a língua portuguesa, não invente, não se arrisque a soluções “domésticas”. Para todas as ações há técnicas específicas e planejadas. Nesta edição, o jornalista Lenon Hymalaia fala de referências e preferências, um dos caminhos para se escapar do “prático” da Comunicação. Que a leitura seja proveitosa. Veja aqui outros artigos publicados no Jornal do Site pela autora *Zaíra Barros, formada pela Faculdade de Jornalismo Casper Líbero, 13 anos de imprensa diária (Folha de S.Paulo), chefe de Redação e assessora de imprensa de empresas/entidades; diretora da Edita Comunicação; 17 anos à frente do Núcleo Redação da Edita Comunicação; editora de publicações especializadas do Brasil e do Exterior nas áreas de Negócios, Saúde e Odontologia e editora do Jornal do Site Odonto. zairabarros@editabr.com |