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Fadiga Adrenal: a Síndrome do século XXI
* Marcos Natividade
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Com a correria diária, é difícil conter
o stress e o cansaço. No entanto, é
importante lembrar que, quando o stress
se sobrepõe aos períodos de descanso,
podem ocorrer deficiências hormonais na
glândula supra-renal. Com isto, ficamos
suscetíveis às infecções e apresentamos
inicialmente a Fadiga Adrenal.
Descoberta gradativamente há 10 anos, a
Fadiga Adrenal é considerada atualmente
a síndrome do século XXI. Caracteriza-se
pelo cansaço em excesso, aquele cansaço
que você dorme mais cedo e ele não vai
embora, você viaja no feriado prolongado
e volta pior do que estava ou você tira
férias e duas semanas depois já está
muito cansado.
Esta disfunção ocorre porque a glândula
supra-renal está funcionando mal e não
está secretando os hormônios que
deveria. A supra-renal é responsável
pela secreção da hidrocortisona, da
aldosterona e do DHEA. Ela é muito
importante porque é a primeira a ser
atingida pelo stress e também por nos
defender dos traumas físicos, incluindo
frio, calor e fome.
Além do cansaço excessivo, os sintomas
são: infecções e gripes frequentes,
ansiedade, irritabilidade, alterações do
sono, baixa libido e ereções não
mantidas, tonturas, baixa concentração e
memória, apatia, compulsão por doces,
salgados, cafeinados e frituras,
depressão e medo sem causa aparente.
Pouco conhecida, a Fadiga Adrenal muitas
vezes é confundida com depressão,
pânico, fibromialgia, labirintite,
anemia, palpitações e outras alterações.
Quando diagnosticada, deve ser feita uma
reposição com hormônios biodênticos, que
são iguais aos secretados pela glândula
supra-renal. Se não tratada, pode
desencadear doenças como obesidade,
diabetes, hipertensão arterial, doenças
cardiovasculares e osteoporose.
Excesso de
trabalho, má alimentação, sedentarismo e
aborrecimentos são causas que podem
induzir a fadiga. O modo de evitar é
levar uma vida equilibrada, comer
castanhas, verduras, frutas, alimentos
integrais e peixes. Fazer atividade
física três vezes por semana, descansar
no mínimo dois finais de semana por mês
e tirar trinta dias de férias por ano.
Isso é fundamental para se viver com
saúde e bem-estar.
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Credito foto: Div./Ralcoh
* Dr. Marcos
Antônio Natividade - Médico graduado
pela Faculdade de Medicina do Triângulo
Mineiro (Uberaba - MG). Especialista em
Cardiologia pela Sociedade Brasileira de
Cardiologia e Associação Médica
Brasileira. Membro da Sociedade
Brasileira de Cardiologia e da
Associação Médica Brasileira de
Oxidologia (Ambo). Pós-graduado em
Terapia Ortomolecular no Curso de
Medicina Ortomolecular pelo IBEHE –
FACYS e em Homeopatia pelo Instituto
Brasileiro de Estudos Homeopáticos.
Atualmente é professor do curso de
pós-graduação em Ortomolecular
ministrado pela Fapes (Fundação de Apoio
e Pesquisas na Área de Saúde). É Master
em Fisiologia do Envelhecimento e
Ciências Anti-Aging pela Unip, São
Paulo. É autor de vários livros na área. |