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Empresas e marcas nas redes sociais: um
caminho sem volta
Por Elizangela Grigoletti*
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No ano de 2011 as grandes marcas e
empresas compreenderam a força das
mídias sociais, tanto no relacionamento
com o consumidor, quanto para a
construção e manutenção de sua imagem
corporativa. Canais como Facebook e
Twitter – apenas para citar os mais
utilizados – alteraram a dinâmica de
contato entre cliente e instituição,
obrigando as empresas a se adaptarem
para manterem um bom relacionamento com
os consumidores via canal social.
A reclamação 2.0 gerou alguns casos
bastante repercutidos no ano que passou,
como o vídeo criado por Oswaldo Borelli
para reclamar de um defeito em sua
geladeira. Postado logo no início de
2011, o vídeo no Youtube teve mais de
820 mil visualizações e fez a marca
figurar entre os Trending Topics do
Twitter na época. O que também
movimentou os TT’s foi a campanha contra
a coleção Pelemania, que logo após o
lançamento levou mais de sete mil
usuários a se reunirem em uma página de
boicote à empresa no Facebook.
Depois da repercussão, Oswaldo teve seu
problema resolvido, a Pelemania foi
retirada das prateleiras e as empresas
definitivamente começam a entender o
alcance e a dinâmica para essas novas
mídias.
O ano terminou com os maiores
anunciantes do país investindo também na
internet. Não apenas nas redes sociais,
mas também em sites e novos canais de
relacionamento e engajamento do público.
No Facebook, as Casas Bahia incentivaram
seus fãs a criarem enfeites natalinos
com materiais recicláveis e mandarem
suas fotos para concorrerem a prêmios.
No site institucional, o grupo
Colgate-Palmolive criou uma ferramenta
interativa para apresentar quais os
produtos mais indicados para a limpeza
de cada cômodo da casa. O Magazine Luiza
também aproveitou o caminho aberto pelas
redes sociais para angariar
“consultores”, que utilizam sua rede de
contatos no Facebook e Orkut para vender
produtos através de uma vitrine virtual.
E, inovando, o Bradesco se destaca
dentre os 30 maiores anunciantes do país
ao manter uma página nacional
corporativa no Google+.
Mais do que apenas estar lá, as empresas
estão buscando nas redes formas de
conhecer melhor o seu consumidor. Em
2011, o público abriu seu coração:
lamentou a morte de Steve Jobs com mais
de oito milhões de menções no Twitter em
apenas 36 horas; posicionou-se em
relação à construção da Usina de Belo
Monte, com quase 500 mil pessoas
curtindo a fanpage no Movimento Gota
D’Água; esperou ansiosamente a chegada
do iPhone 4S, com mais de um milhão de
menções no Twitter antes mesmo de o
produto chegar às lojas e curtiu muito
“rock, bebê” – foram mais de 300 mil
seguidores no perfil oficial do Rock in
Rio no Twitter, quase 600 mil likes na
sua página no Facebook, cerca de 11 mil
check-ins pelo Foursquare e nada menos
que 3 milhões e quatrocentos mil membros
em uma comunidade do Orkut.
Com tanta informação, as corporações se
bem embasadas podem antecipar as
tendências, prever crises e oferecer aos
consumidores exatamente o que eles
querem e precisam. Muito além da
divulgação institucional, Youtube,
Linkedin, Vimeo, Flickr, Instragram,
blog e muitas outras ferramentas, também
já estão sendo utilizadas pelas marcas
que querem inovar, mas – mais do que
isso – por quem quer se relacionar,
sinceramente, com seu público. São essas
empresas que vão ganhar o “curtir” do
consumidor em 2012.
* Elizangela Grigoletti é gerente de
inteligência e marketing da MITI
Inteligência, empresa de soluções em
inteligência de mercado -
www.miti.com.br
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