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Ano X nº 173 -

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Vendo as coisas sob novos ângulos

Plínio Augusto Rehse Tomaz*

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Este é o primeiro artigo que escrevo em 2012 e acho ótimo começar falando daquilo que temos de mais importante em nossas empresas: clientes.
Na verdade, vou propor que você veja algumas de sua atividade por novos ângulos, ou melhor, pelo ponto de vista dos clientes.

Sempre que digo que o cliente precisa estar em primeiro lugar na definição do empreendimento, refiro-me ao fato de que se faz imprescindível que você tenha bem definido e conheça seu público-alvo, seu nicho. Achar que deve buscar qualquer perfil de cliente, sem foco, é o mesmo que escolher não ter estratégia e entrar para o grupo do “eu também”. Este mesmo grupo, sob o ponto de vista dos clientes, chama-se “mais um”, “qualquer um” ou “tanto faz”, pode escolher.

Quando há uma definição clara de nicho, todos os demais elementos do mix de marketing podem ser desenhados e alinhados em conformidade, como localização, decoração, perfil da equipe de atendimento, modelo de trabalho, preço, serviços complementares, estratégias de comunicação, etc.
Se o cliente possui este tão alto grau de importância para o sucesso do empreendimento, por que muitos profissionais de saúde ainda montam seus consultórios sem antes entender bem esta questão? Porque não somos preparados para entender isso nos bancos da faculdade e somos levados a crer que ser clinicamente bom basta, o que já está evidente que não é verdade.

Dito isso, minha proposta neste artigo é sugerir que você faça um pente fino em toda sua atividade, com olhar crítico e representando seu público-alvo. O início de tudo é, portanto, identificar e defini-lo. Em alguns casos, basta definir se será de classes socioeconômicas A1, grupo A/B ou grupo C/D (a classe E não compra serviços particulares e, portanto, não precisa ser considerada para efeito de definição de nicho). Outras vezes, o melhor critério pode ser faixa etária: crianças, adolescentes, jovens, idosos? Há vários outros critérios, mas o importante é você conhecer ao máximo o perfil de seu público predominante e focar sua atenção neles. O que eles precisam? O que eles querem? O que eles valorizam? Quanto estão dispostos a pagar por estes serviços e agrados que querem?

Agora que sabe bem quem são seus clientes e a que eles atribuem valor, “encarne” este papel e analise o que você tem feito e oferecido (ou não) em cada pequena atividade. Para facilitar seu trabalho, aqui vai um mini check-list:

• Ligação telefônica: atendimento, rapidez, resolução de problemas, disponibilidade de agenda, etc.
• Chegada: facilidade de localizar o endereço, disponibilidade de estacionamento, nível de segurança transmitido pelo bairro e pelo prédio, “cara” da fachada (a forma como sua imagem é apresentada pela primeira vez)
• Sala de espera: atendimento e presença da recepcionista, uniformes, aspectos gerais de organização, limpeza, tecnologia, atualização técnica, identidade com demais clientes e acompanhantes em espera, quantidade de pacientes em espera, ruídos, odores, temperatura do ar, tempo de espera, adequação de decoração, disponibilidade de água, café, chás, revistas e outros entretenimentos, programação da TV e/ou som ambiente, etc.
• Sala clínica: aparência e asseio do profissional, atenção dada ao cliente na primeira abordagem (se busca na sala de espera, se alguém o conduz até a sala, etc.), organização, limpeza, higiene, tecnologia, ruídos, odores, temperatura do ar, tempo de trabalho (seção e tratamento todo), adequação de decoração, disponibilidade de entretenimentos (DVD, som ambiente, etc.), segurança transmitida pelo profissional (conhecimento técnico, convicção clínica, vocabulário), modelo de apresentação de diagnóstico e de orçamento, flexibilidade nas negociações e/ou forma de pagamento, amplitude de trabalhos realizados pelo próprio profissional e/ou pela clínica
• Acompanhamento: disponibilidade de agenda, facilidade na obtenção de informações clínicas e de pagamentos, organização geral, coerências com as promessas de venda, respeito ao horário marcado, atenção pessoal, forma de cobrança e, principalmente, “mão” do profissional (nada adianta um consultório perfeito se o profissional for desajeitado e tiver a mão pesada para a realização de procedimentos clínicos)

Aí está a lição de casa: colocar-se no lugar de seu cliente-alvo e analisar item por item entre os acima sugeridos (pode acrescentar outros). Se você for sincero em sua autoavaliação certamente encontrará várias oportunidades de melhoria com este exercício. Ao final, terá um verdadeiro mapa do tesouro em suas mãos. Comece consertando e adequando estas coisas e verá sua clientela sendo fidelizada e aumentando.
Estou certo de que você terá muito a ganhar com isso. Comece bem o ano e não espere mais um minuto sequer. Mãos à obra!

Plínio A. R. Tomaz
 

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PubE160 07122010

* Plínio A. R. Tomaz é cirurgião-dentista, máster em Inovação e Empreendedorismo, pós graduado em Marketing, especialista em Administração Hospitalar e em Saúde Pública e com vários cursos de atualização no Brasil e no exterior. É consultor e Diretor da Tomaz Gestão e Marketing e  autor de diversos livros, dentre os quais "Marketing para Dentistas", “Consultório-Empresa” e “Alcançando o Alvo!!!”
Página na Web:
www.tomazmkt.com.br
E-mail: plinio@tomazmkt.com.br

 

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