Ano VII nº 103 -

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Articulador semi-ajustável

 

Rodrigo Lino de Matos*

 

Na Odontologia, podemos definir articulador como um aparelho mecânico usado para representar a articulação têmporo-mandibular dos homens, reproduzindo os movimentos mandibulares que são importantes principalmente para confecção de próteses.

Como seria bom se todos os profissionais da área tivessem a consciência da importância do articulador e fizessem seu uso como se utilizam os periféricos dentro de um consultório. É um dos instrumentos mais importantes no consultório e também no laboratório de prótese.

A não utilização dos articuladores na prática odontológica pode fazer com que o dentista corra o risco de ao invés de resolver os problemas do paciente, danificar a sua atividade mastigatória, causando mais desconforto ao paciente.

Além disso, são muitas as vantagens que os articuladores proporcionam ao dentista e ao protético, como por exemplo: tornar possível a visualização da oclusão do paciente por todos os lados, reproduzir os movimentos mandibulares sem a presença da ação muscular, permitir a realização prévia de procedimentos nos modelos de gesso antes de ser realizado na boca do paciente. É um valioso instrumento para auxiliar a estabelecer um diagnóstico correto do problema do paciente.

O uso do articulador é tão importante que desde muito tempo já buscavam a articulação dos modelos de pacientes.

Acredita-se que em 1756, Phillip Pfaff (Berlim), dentista de Frederico (o Grande), foi o primeiro a fazer modelos em gesso e a articulá-los, sendo provavelmente o primeiro inventor do articulador.

A partir daí, muitas sugestões foram descritas por autores, como Daniel T. Evans, em 1840, quando inventou o primeiro articulador para a reprodução dos movimentos laterais da mandíbula. Vários instrumentos foram idealizados e preconizados para cumprir com o objetivo do articulador que é a reprodução do relacionamento oclusal do paciente.

Os articuladores podem ser classificados em não-ajustáveis (charneira), semi-ajustáveis e os totalmente ajustáveis (reprodução de todos os movimentos mandibulares). Os do tipo charneira não reproduzem todos os movimentos da mandíbula, são restritos aos movimentos de abertura e fechamento da boca.

Quanto aos articuladores semi-ajustáveis, podem ser utilizados nos trabalhos protéticos e proporcionam um manuseio muito mais simplificado nos procedimentos de montagem. Em função disto, os articuladores semi-ajustáveis são os de escolha pela maioria dos clínicos atualmente.

Normalmente estes articuladores permitem ajustes do tipo inclinação condilar, o ângulo de Bennett e a distância intercondilar que atualmente, dentro de uma tendência mundial, estão sendo fixadas numa média de 110 mm.

Os articuladores semi-ajustáveis podem ser divididos quanto aos tipos: Arcon (côndilo localiza-se no ramo inferior) ou non Arcon (côndilo localizado no ramo superior). O tipo non Arcon facilita a realização dos movimentos, uma vez que, estando os ramos superior e inferior do articulador interligados, os movimentos condilares são realizados de uma forma segura e precisa.

Um auxiliar importante que deve acompanhar o articulador é o arco facial utilizado na montagem do modelo superior no articulador semi-ajustável. O arco facial reproduz a mesma posição da maxila em relação à base do crânio e a transfere para o articulador fazendo-se o uso do garfo de mordida.

Também são importantes os acessórios dos articuladores, como por exemplo, o suporte do garfo de mordida, a mesa auxiliar de montagem do modelo superior, a régua de Fox, o garfo de mordida para desdentado e os diferentes tipos de placas de montagem dos modelos. Todos estes podem ser aplicados em uma grande diversidade de trabalhos clínicos e laboratoriais, o que facilita e tem por finalidade atender as diferentes necessidades do profissional.

Desta forma, pode-se concluir que é imprescindível a utilização dos articuladores dentro da Odontologia, mas hoje, infelizmente, o seu uso fica restrito aos professores, aos alunos durante a graduação (muitos, às vezes, obrigados), aos especialistas em reabilitações orais e a uma pequena parcela de clínicos gerais que são conscientes da sua importância.


* Rodrigo Lino de Matos é doutor em Reabilitação Oral pela FORP/USP e consultor científico da Gnatus. E-mail: rodrigolinomatos@yahoo.com.br.




 

 


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