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| Ano VII - Nº 100 - Julho de 2005 |
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O darwinismo empresarial – os mais adaptados perpetuarão Reinaldo Domingos* |
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A perpetuação da espécie é uma preocupação instintiva de todos os seres, porém propagarão descendentes por mais gerações os mais fortes e adaptados ao ambiente em que vivem, o que já fora constatado pelo cientista inglês Charles Darwin (1809–1882). Porém, mesmo antes dessas teorias, o ser humano já tinha normas sociais, que permitiam a qualquer um se perpetuar, como a monogamia e o casamento. A questão sobre a herança deixou de ser apenas genética e passou a ser patrimonial. Hoje a questão não é mais “deixarei descendentes?”, mas sim “o que deixarei a eles?”. Isso passa por um ponto principal: controle financeiro. Como diria outro britânico famoso, por um legado menos nobre, vamos por partes. Uma das preocupações do empresário familiar é tornar sua companhia forte e sólida, para que seus filhos herdem um patrimônio que os permita viver bem. Segundo o Sebrae, 28% (a maioria dos pesquisados) dos pequenos empresários acreditam que crédito e juros baixos são os principais agentes de crescimento nas vendas/prestação de serviços e o conseqüente sucesso financeiro. Outros 17% apontam impostos mais baixos e 9% apontam o crescimento econômico. Quem pensa que somente por linhas de crédito aumentará estoques e venderá mais ou ampliará seu cadastro de clientes, pode ter uma desagradável surpresa, ao emprestar mais do que precisa, comprometendo seu orçamento no pagamento das parcelas. As linhas de crédito aumentam ano a ano, porém isso não fez o percentual de corporações que fecham antes do quinto ano diminuir dos atuais 60%. Este mesmo raciocínio pode se aplicar também aos prestadores de serviços, como os cirurgiões-dentistas. O segundo item apontado, a interferência da carga tributária no processo é muito pertinente, já que a mesma é bastante violenta no País. Porém, muitos gestores não têm controle dos impostos que pagam, perdendo dinheiro de duas maneiras: não pagando em dia os tributos, por desconhecimento ou desorganização, o que faz com que o Estado depois os cobre com juros e correção, ou pagando os mesmos em duplicidade de impostos, o que muitas vezes acontece pela falta de um simples lançamento da conta paga. Com relação a períodos de crescimento econômico, há um aumento de vendas/prestação de serviços nessas épocas, entretanto eles são aproveitados por quem tem um bom controle do fluxo de caixa, que permita tomar decisões rápidas e ter capital para aumentar estoques ou pessoal quando necessário e, conseqüentemente, vender mais ou aumentar o número de clientes. Quem não tem isso pode inclusive perder mercado nessas épocas. O primeiro passo para a empresa prosperar – de qualquer tipo que ela seja - e, mais do que isso, sobreviver mais de cinco anos é dispor de ferramentas que permitam ter total controle do seu fluxo de caixa. Agindo assim, já se terá meio caminho andado para entregar uma boa corporação, no momento certo, aos seus herdeiros.
*Reinaldo Domingos é contabilista, pós graduado em Análise de Sistemas e diretor executivo do portal Financeiro24Horas.com Outros artigos publicados pelo autor no Jornal do Site Odonto |