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Mesmo após
crise, planos de saúde
Necessidade de operadoras elevarem preços e de empresas diminuirem gastos faz com que elas adotem opções mais baratas. Economistas afirmam que o Brasil já está saindo da recessão econômica que assolou o mundo inteiro desde meados do ano passado. Entretanto, os usuários de planos de saúde, especialmente aqueles contratados por meio da empresa em que trabalham, ainda sofrem com os efeitos da crise. Isso porque, segundo o superintendente executivo do Iess (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar), José Cechin, com a crise, muitas operadoras de planos de saúde viram suas despesas aumentarem devido à maior procura por parte dos usuários. Ele explicou que, em períodos de crise, as pessoas tendem a fazer mais exames por medo de perder o emprego e, consequentemente, o plano, fazendo com que as operadoras pressionem para reajustar preços. Por outro lado, a empresa que contrata um plano de saúde para o seu trabalhador também é impactada pelos efeitos da crise, não podendo arcar com um aumento de custos, o que a faz procurar alternativas, nas quais, em alguns casos, quem sai perdendo é o usuário. Alternativas Dentre as alternativas encontradas pelas empresas está a migração para planos mais baratos ou a participação do funcionário no pagamento do benefício. "As operadoras não querem perder clientes e as empresas querem continuar oferecendo o benefício aos seus empregados, então as duas, geralmente, acabam adaptando os contratos, migrando para planos mais em conta. Por exemplo, saindo de um que tem abrangência nacional para outro que é regional, alterando os percentuais de reembolso, entre outros", disse. Quando tais mudanças acontecem, o funcionário não pode tomar nenhuma providência, visto que o benefício do plano de saúde é uma cortesia da empresa ao funcionário, não tendo ela a obrigação de oferecê-lo.
Fonte:Infomoney
Ed.146_29/10/2009
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