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Estímulo à indústria
odontológica, médica e hospitalar
Encontro reuniu empresários do setor e gestores de fundos, com o objetivo de
orientar
e estimular a indústria para investir e crescer. Mas entre os avanços já
alcançados
uma coisa é clara: a Odontologia se destaca no setor
Antonela Tescarollo
Mais investimento e estímulo para o setor odontológico, médico e hospitalar.
Com este objetivo maior, a Associação Brasileira de Private Equity & Venture
Capital (ABVCAP), a Associação Brasileira da Indústria Médica, Odontológica
e Hospitalar (Abimo) e a Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial
(ABDI) realizaram na última quinta-feira (19/11) o encontro “Perspectivas de
Setor Hospitalar e Odontológico”, em São Paulo.
Para orientar empresários brasileiros deste setor sobre como ingressar no
mercado de capital empreendedor e aproximá-los de gestores de fundos, o
evento apresentou palestras sobre “Como se preparar para receber capital
empreendedor”, “O panorama setorial, tendências e perspectivas para o setor”
e “O Fundo Criatec e o fomento a empresas emergentes inovadoras”. Também
foram apresentadas histórias de sucesso de empresas que já participam deste
mercado, recebendo financiamento via fundo de venture capital e private
equity, ou seja, fundos de financiamento para estágio inicial de novos
empreendimentos e de investimento para compra de participação acionária em
empresas.
Odontologia se destaca
A
indústria brasileira médica, hospitalar e odontológica já tem o que
comemorar: seu faturamento cresceu 50% nos últimos quatro anos, com
capacidade para abastecer 90% da demanda nacional por equipamentos e insumos
na área e sendo 90% delas de capital nacional, segundo a Abimo.
Neste grupo, a Odontologia se destaca, representando 20% do total de
empresas, ficando atrás apenas das de equipamentos médicos e hospitalares
(43%). A área odontológica é ainda a única do setor com superávit na balança
comercial de importação e exportação. “A
Odontologia é exemplo para todo o setor. Ela detém tecnologia no
nível de outros países desenvolvidos. Como na área de implantes, em que o
Brasil já está ao lado da Suécia”, disse Márcio Bósio, diretor institucional
da Abimo.
Para crescer mais
Mas muito ainda pode ser feito para este mercado crescer, se aprimorar e se
tornar mais competitivo, como, por exemplo, diminuir a distância que há
entre pesquisa e ciência e a indústria e o mercado do setor. Para ajudar a
resolver problemas como este e também incentivar e apoiar as empresas
brasileiras foi apresentado também no evento o Fundo Criatec.
Nascido a partir de iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) e gerido por um consórcio, o Criatec é fundo de
investimentos de capital semente destinado à aplicação em empresas
emergentes inovadoras. O objetivo é obter ganho de capital por meio de
investimento de longo prazo em empresas em estágio inicial, ou até estágio
zero, e, em troca do aporte de recursos, o Fundo tem participação acionária.
Segundo Robert Binder, gestor do Criatec e coordenador do Comitê de
Empreendedorismo, Capital Semente e Inovação da ABVCAP, um dos principais
focos do Criatec, em especial na área de saúde, é aproximar a ciência do
mercado, para transferência de tecnologia e inovação.
Mais informações sobre o Fundo Criatec: www.fundocriatec.com.br
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