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NA REDE
Edição 148 - 10/12/2009
Games médicos ajudam em
tratamentos de saúde e fisioterapia
Games voltados para o setor da
saúde, como auxiliares em tratamentos diversos e em sessões de fisioterapia,
vêm ganhando espaço no mercado e se transformando em importante ferramenta
para recuperação de pacientes. E jogos produzidos em Santa Catarina já
começarão a ser testados em clínicas de Florianópolis a partir desta semana.
Antes considerados verdadeiros
"inimigos" para o desenvolvimento das crianças e até mesmo como brinquedos
"prejudiciais" à saúde, os games estão conseguindo mostrar sua outra faceta.
Os jogos temáticos ou chamados de "sérios" pelos próprios especialistas já
começam inclusive a ser produzidos no Brasil. Uma empresa com sede no Polo
de Games de Santa Catarina é a primeira do País a desenvolver jogos
específicos para a recuperação de vítimas de acidentes ou com limitações
físicas nos membros inferiores e superiores.
Os catarinenses desenvolveram
uma plataforma específica para a utilização junto a fisioterapeutas. O jogo
faz com que os pacientes realizem os movimentos típicos do tratamento de uma
maneira mais divertida e lúdica. No desenho, os movimentos realizados para
encher um balão ou trabalhar numa máquina de sorvete são reproduzidos
através dos joysticks usados pelo Wii. O nível de limitação física do
paciente pode ser calibrado antes do jogo ter início.
A Fisiogames, empresa
responsável pelos jogos, está localizada dentro de uma incubadora mantida
pelo governo do Estado que tem como objetivo desenvolver o segmento de jogos
eletrônicos. O grupo conta, além de programadores e designers, com
especialistas na área de psicologia e fisioterapia. "Existem games que são
adaptados para o uso em terapias médicas", explicou o diretor Daniel San
Martin ao site Terra. "No nosso caso, estamos produzindo games com a
finalidade específica de atender aos profissionais da medicina".
De acordo com o gamedesigner
Alessandro Vieira dos Reis, que também é formado em Psicologia, os jogos
eletrônicos de qualquer tipo são capazes de elevar a autoestima das pessoas,
distrair e oferecer diversão. Por isso, deveriam ser desenvolvidos, com a
ajuda de profissionais do setor, para atender as demandas clínicas. "Jogos
podem ser usados no contexto clínico como forma de sensibilizar e informar
as pessoas sobre as doenças e tratamentos. É uma forma de humanizar o
tratamento através da tecnologia", disse. "Isso traz efeitos sensíveis nos
aspectos emocionais do paciente, aumenta a aderência ao tratamento e tem um
efeito psicológico muito positivo".
Reis conta o caso de
pesquisadores americanos que desenvolveram um jogo de tiro para crianças
portadoras de câncer. No game, elas entram no corpo humano e destroem as
células doentes. "Depois de começarem a usar o jogo, essas crianças
começaram a conversar mais sobre o câncer e se sentiram fortes para lutar
contra a doença", disse. "Existem exemplos fartamente documentados de como
os games podem ser usados para auxiliar tratamentos de saúde".
Os games para a saúde já são
utilizados com muita repercussão na América do Norte. A Universidade McGill,
no Canadá, lançou pela web três jogos desenvolvidos para trabalhar a
autoestima de pacientes. O tema ganhou uma série em emissoras de TV locais.
Em todo o mundo, existem cerca de 300 games desenvolvidos para a utilização
por profissionais médicos em várias áreas. Exemplos são o Brain Games,
usados para desenvolver a atenção e habilidades psico-motoras e o
Exergames, usados inclusive com o WiiFit.
Fonte: Terra
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