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NA REDE
Edição 151- 05/03/2010
Evite os erros comuns
na hora de escolher um MP3-player
Tocadores de MP3 existem
aos montes. E para todos os bolsos. Você pode comprar um xing-ling baratinho
e ficar com a sensação de ter feito um ótimo negócio. Mas a sensação passa
alguns meses depois, quando ele quebra e você não tem para quem reclamar.
Porém, pode optar por uma marca conhecida, sempre mais cara. Qual o tocador
de mídia portátil mais adequado para reproduzir a trilha sonora da sua vida?
Nós mostramos como achar o aparelho perfeito pelo preço certo.
Os tocadores de mídia
portáteis (PMPs, na sigla em inglês), ou tocadores de MP3, para utilizar o
jargão mais aceito atualmente, tornaram-se aparelhos quase onipresentes na
vida moderna. A maioria de nós já está no seu segundo ou terceiro modelo – o
que demonstra tanto a pouca durabilidade física dessas engenhocas quanto a
rápida obsolescência dos sistemas que as equipam.
A linha iPod, da Apple,
evoluiu dramaticamente desde sua concepção e tem ocupado ao longo dos anos a
primeira posição no mercado de PMPs. No entanto, assumir que o iPod é o
único aparelho digno de nota no mundo dos tocadores portáteis pode levá-lo a
ignorar o modelo mais adequado ao seu estilo de vida. Eis algumas coisas a
considerar antes de sair às compras.
Capacidade
Um dos aspectos mais
importantes a se considerar na hora de comprar um tocador de MP3 é a sua
capacidade. Os modelos baseados em discos rígidos ainda são os que se
destacam neste quesito – atualmente, tanto o Apple iPod Classic quanto o
Microsoft Zune possuem modelos à venda que excedem os 100 GB de memória.
Muito espaço de armazenamento pode ser útil para “audiófilos” que preferem
utilizar formatos que não acarretem em muita perda de qualidade sonora ou
para quem deseja usar o tocador como disco rígido externo.
No entanto, a maioria
das pessoas não precisa de tanto espaço e os tocadores com disco rígido
apresentam uma séria desvantagem: são muito mais frágeis do que os modelos
similares com memória flash. Há modelos do Zune e do iPod com hard disk e
modelos de ambas as linhas com memória flash (os modelos flash possuem no
máximo 32 GB), mas a maioria das companhias, como a Creative, já começa a
tirar de linha seus modelos de disco rígido.
Logo, logo tocadores
flash com 64 GB de memória serão o "normal". Depois disso, estaremos a um
pequeno passo de ver os modelos flash excedendo os 100 GB, o que deve
significar a sentença de morte dos players de disco rígido ainda fabricados
por Apple, Archos, Cowon e Microsoft. Se um aparelho menor – tanto
fisicamente quanto em termos de capacidade – é mais atraente pra você, não
tem como errar com algum que utilize memória flash.
Design e interface de
usuário
Ainda assim, nem tudo
gira em torno da capacidade e um dos erros mais previsíveis que se pode
fazer na hora de compra é adquirir um tocador que você não se preocupou em
conhecer antes. Muitos modelos são lindos externamente, mas possuem
interfaces confusas e de difícil operação, o que pode acabar compensando
negativamente a beleza do design.
Se possível, teste na
loja os modelos que chamaram a sua atenção antes de efetuar a compra.
Quantos cliques você precisa dar para ir do menu principal ao “tocando
agora”? Há um comando que o leve diretamente de volta ao menu principal ou
são necessários um milhão de cliques no botão “voltar”? Se o modelo possui
um daqueles círculos de comando, ele é sensível demais, o que torna difícil
selecionar as opções desejadas? Qualquer coisa que te irrite um pouquinho de
nada na loja vai acabar irritando cem vezes mais após algumas poucas semanas
de uso.
Compatibilidade de
arquivos
Se você planeja adquirir
conteúdo protegido – seja de áudio ou vídeo –, obviamente deseja que seu
tocador seja compatível com os arquivos que eventualmente venha a comprar. O
iPod e o Zune são perfeitos para quem utiliza somente conteúdo protegido.
Porém, há diversos formatos de arquivo comuns às práticas de, aham,
“compartilhamento” na internet que não são reproduzidos em qualquer
aparelho, como, por exemplo, o Xvid, de vídeo, e o FLAC, de áudio.
Alguns tocadores, como o
Cowon A3, são reconhecidos por sua excelente compatibilidade aos mais
diversos formatos de arquivo – uma vantagem da qual o iPod não pode se
gabar. Se você procura por flexibilidade, vale a pena explorar além dos
limites do iPod e do Zune e atentar não só para o A3, mas também para o
iRiver Spinn e os modelos Lplayer.
Tamanho de tela e
resolução
Se você planeja
reproduzir vídeos, lembre-se de que nem todos os tocadores com tela possuem
este recurso, portanto, eis a primeira coisa a se levar em conta. Confirmado
este ponto, chegou a hora de pensar no tamanho da tela, que pode ser a
questão mais importante.
OK, a tela do iPod touch
é de tirar o fôlego – e é uma touchscreen, ainda por cima –, além de o
modelo possuir diversos outros atrativos. Os modelos da Archos geralmente
possuem telas excelentes e outras companhias, como a Cowon e a Samsung, têm
tentado entrar no mercado dos tocadores de tela grande também.
A resolução da tela é
outro fator importante a se ter em conta. Sua tela deve ter no mínimo duas
polegadas (em diagonal), com resolução de pelo menos 320 por 240 pixels. De
modo geral, a resolução deve ser incrementada à medida que se aumenta o
tamanho da tela: uma resolução de 320 por 240 não fica bem numa tela grande
como a do Archos 5, que possui resolução de 800 por 480 pixels e uma tela de
4,8 polegadas.
Fonte: Infonews
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