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PESQUISA&TECNOLOGIA
Edição 151 - 08/03/2010
Sono à tarde melhora
aprendizagem, revela estudo
Um estudo da
Universidade Californiana de Berkeley revela que uma hora de sesta (sono à
tarde) pode tornar as pessoas mais inteligentes, pois serve para arejar a
mente e melhorar a capacidade de aprendizagem. "O sono não só cura o
mal-estar do cansaço prolongado, mas, em nível neurocognitivo, leva além de
onde a pessoa estava antes de tirar a sesta", explicou à EFE, Mattew Walker,
professor de psicologia nessa universidade americana e principal autor da
pesquisa.
A descoberta reforça a
hipótese de que o sono facilita o armazenamento da memória a curto prazo e
permite espaço para novas informações, assegurou Walker. Ele apresentou seu
estudo preliminar, no encontro anual da Associação Americana para o Avanço
da Ciência (AAAS, na sigla em inglês) em San Diego, Califórnia.
Método –
Para chegar a essa
conclusão, os cientistas tomaram como amostra 39 adultos saudáveis, que
foram divididos em dois grupos: os que tiram uma sesta e os que não o fazem.
Durante um dia estas pessoas foram expostas a dois exercícios de
aprendizagem para colocar à prova o hipocampo, uma região do cérebro que
ajuda a armazenar memórias sobre eventos.
Uma delas foi realizada
ao meio-dia, quando ainda os resultados obtidos por ambos os grupos não
foram muito díspares. Às 14h, apenas um dos grupos dormiu noventa minutos, e
em seguida, todos foram submetidos a uma segunda rodada de exercícios,
quando se pôde observar que os piores resultados correspondiam aos que não
tinham tirado a sesta.
Ritmo lento –
Segundo Walker e
sua equipe de pesquisadores, permanecer muitas horas acordado leva a que
nossa mente funcione a um ritmo mais lento. Concretamente, passar a noite
acordado faz cair em quase 40% a capacidade para empreender novas atividades
devido à paralisação de algumas regiões do cérebro durante um período de
falta de sono para a pessoa.
A
equipe de Walker se propôs agora a averiguar se a redução do tempo de sono
com o avanço da idade está relacionada com a perda da capacidade de
aprendizagem que acontece conforme envelhecemos. Descobrir se existe ou não
conexão pode ser útil para entender como acontecem os processos
neurodegenerativos, como a doença de Alzheimer, segundo Walker.
Fonte: EFE
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