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Estudo da USP usa veneno contra Alzheimer Pesquisa desenvolvida no campus de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) conseguiu separar uma substância produzida pela aranha Parawixia bistriata, comum no cerrado brasileiro, e, com o trabalho, impedir a morte de células do sistema nervoso. A descoberta pode levar a um novo medicamento destinado a pacientes com mal de Alzheimer e outras doenças degenerativas, como esquizofrenia e epilepsia. A substância afeta a quantidade de glutamato, aminoácido responsável pela comunicação entre os neurônios no sistema nervoso. “Por algum motivo, a liberação em excesso do glutamato aumenta a estimulação e mata as células do sistema nervoso, que não se regeneram”, diz o professor do Departamento de Biologia da USP Wagner Ferreira dos Santos, um dos pesquisadores envolvidos no trabalho. Como na aranha o glutamato é responsável pelos movimentos, foram coletadas várias espécies e feitas experiências em ratos, em laboratório, simulando crises convulsivas. A P. bistriata apresentou o melhor resultado, já que a maioria dos ratos não desenvolveu doenças. Isso poderá, no futuro, evitar a progressão de doenças neurodegenerativas em humanos. “Os medicamentos existentes hoje diminuem a estimulação, mas não bloqueiam a morte celular dos neurônios, o que a pesquisa foi capaz de fazer”, comemora Santos. Pesquisadores das faculdades de Medicina, Ciências, Filosofia e Letras participam dos estudos, que começaram há 14 anos e ainda não foram concluídos. Uma parte da pesquisa está sendo desenvolvida em Pittsburgh, na Pensilvânia (EUA), pela pesquisadora Andréia Cristina Karklin Fontana, que integra a equipe. O estudo foi publicado na revista americana Molecular Pharmacology, no final de 2007.
Ed.129-10/05/2008 |
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