Ano VIII nº 131  -

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Grupo desvenda elo entre fumo e Alzheimer

Estudo com ratos de laboratório é de pesquisadores franceses e suecos. Eles ficaram intrigados pelo índice superior de tabagismo entre vítimas de Alzheimer.

Pesquisadores franceses e suecos acreditam ter avançado na descoberta das causas da maior dependência do tabaco entre os doentes de Alzheimer, esquizofrenia e autismo, o que poderia ser uma espécie de automedicação.

O jornal "Le Figaro" publicou em reportagem algumas conclusões do estudo, que parte de um anterior publicado há dois anos, e consiste em identificar neurônios cerebrais nos quais se alojam receptores de nicotina. Esses, hospedados numa área profunda do cérebro, interessam aos neurologistas, porque, segundo eles, é onde se deve atuar para combater o efeito de drogas como a nicotina.

Os especialistas se concentraram na exposição de ratos de laboratório à nicotina e afirmam ter descoberto um novo mecanismo por meio do qual essa substância desencadeia um equilíbrio sutil entre vários receptores, denominados Beta 2 e Alfa 7.

Nos ratos normais, a exposição crônica à nicotina não causa dependência, mas em alguns modificados geneticamente e que carecem do receptor Beta 2, o Alfa 7 é afetado.

Os cientistas acham que o resultado poderia ser aplicado aos seres humanos, por considerar que há uma espécie de "equilíbrio funcional" entre os vários tipos de receptores de nicotina.

Isso poderia facilitar uma estratégia farmacológica de luta contra o tabagismo, mas também atuar sobre o "sistema de recompensa" do cérebro dos pacientes de Alzheimer, autismo e esquizofrenia.

Nessas pessoas, o tabagismo, que produz a nicotina, seria uma forma de automedicação que demonstraria a ação de um mecanismo compensatório em determinados receptores cerebrais.

Fonte: EFE

 

Ed.131-23/07/2008


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