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Grupo
desvenda elo entre fumo e Alzheimer
Estudo com ratos de laboratório é de pesquisadores franceses e suecos.
Eles ficaram intrigados pelo índice superior de tabagismo entre
vítimas de Alzheimer.
Pesquisadores franceses e suecos acreditam ter avançado na descoberta
das causas da maior dependência do tabaco entre os doentes de
Alzheimer, esquizofrenia e autismo, o que poderia ser uma espécie de
automedicação.
O jornal "Le Figaro" publicou em reportagem algumas conclusões do
estudo, que parte de um anterior publicado há dois anos, e consiste em
identificar neurônios cerebrais nos quais se alojam receptores de
nicotina. Esses, hospedados numa área profunda do cérebro, interessam
aos neurologistas, porque, segundo eles, é onde se deve atuar para
combater o efeito de drogas como a nicotina.
Os especialistas se concentraram na exposição de ratos de laboratório
à nicotina e afirmam ter descoberto um novo mecanismo por meio do qual
essa substância desencadeia um equilíbrio sutil entre vários
receptores, denominados Beta 2 e Alfa 7.
Nos ratos normais, a exposição crônica à nicotina não causa
dependência, mas em alguns modificados geneticamente e que carecem do
receptor Beta 2, o Alfa 7 é afetado.
Os cientistas acham que o resultado poderia ser aplicado aos seres
humanos, por considerar que há uma espécie de "equilíbrio funcional"
entre os vários tipos de receptores de nicotina.
Isso poderia facilitar uma estratégia farmacológica de luta contra o
tabagismo, mas também atuar sobre o "sistema de recompensa" do cérebro
dos pacientes de Alzheimer, autismo e esquizofrenia.
Nessas pessoas, o tabagismo, que produz a nicotina, seria uma forma de
automedicação que demonstraria a ação de um mecanismo compensatório em
determinados receptores cerebrais.
Fonte:
EFE
Ed.131-23/07/2008
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