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Edição 148 - 10/12/2009

 

Tomografia computadorizada:
Radiologia odontológica ganha novos olhos

Por Antonela Tescarollo

 

  

Entre os maiores avanços tecnológicos recentes da Odontologia, com certeza um dos destaques é a tomografia computadorizada (TC) de feixe cônico, ou Cone Beam, que levou o diagnóstico por imagem odontológico para mares nunca antes navegados. A tecnologia vem entrando de forma mais efetiva no Brasil nos últimos dois anos e está sendo bem aceita, principalmente pelos cirurgiões-dentistas jovens, geralmente mais abertos às novidades do que os bem experientes.

Segundo o CD Luiz Roberto da Cunha Capella (foto), especialista em Radiologia e em Implantodontia, a TC já era bem esperada pelos profissionais brasileiros e deve ficar cada vez mais acessível, em custo e em oferta. “Esta tecnologia pode ser aplicada em diversas especialidades, principalmente Ortodontia, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Implantodontia e Cirurgia Bucomaxilofacial, permitindo melhor mensuração óssea e traçados cefalométricos em 3D”, diz Capella.

Como já tem sido divulgado, o grande diferencial da tomografia computadorizada em relação à radiografia é a imagem resultante em três dimensões, abrindo novos olhares sobre as imagens obtidas por raio X. “Em 2009, fez 114 anos da descoberta do raio X. Até a década de 1970, só tínhamos no Brasil a radiografia intrabucal. Foi quando chegou ao País a panorâmica, fazendo muita diferença, mas tinha o problema da falta da tridimensionalidade. De lá pra cá, a grande mudança foi a tomografia Cone Beam, um avanço excepcional”, avalia Élio Giacomo Papaiz, diretor clínico da Papaiz Associados – Diagnósticos por Imagem, rede que neste ano passou a usar o tomógrafo iCat para exames odontológicos.

 

Reprodução mais fiel

Na prática, a imagem da TC é mais fiel à anatomia do complexo maxilomandibular do paciente, pela tridimensionalidade já citada e por ter precisão milimétrica – cada corte da imagem adquirida pode ter até 0,12 milímetros de espessura. Assim, são fornecidos mais detalhes para um diagnóstico mais seguro e para o planejamento do tratamento ou cirurgia a ser realizado. “Se o profissional planeja melhor, maior é a margem de sucesso. E isso leva a procedimentos mais rápidos, menos invasivos, com melhor pós-operatório”, diz Capella.

Como exemplo, o especialista explica a vantagem da tecnologia aplicada à Implantodontia: “Agora é possível ver antes o quanto o paciente tem de osso. Antes, havia o risco de abrir a gengiva e só aí ver que ele não tinha osso suficiente para colocar o implante, pois a radiografia mostra a quantidade óssea na altura apenas e falta a informação da profundidade. Então, tínhamos uma cirurgia feita desnecessariamente”.

A tomografia também vem amparada pelo suporte digital, que permite que as imagens sejam manipuladas, melhoradas em seu contraste, por exemplo, e visualizadas de diversas formas no computador, antes de serem impressas. É possível até obter cortes frontais, axiais e laterais para cefalometria.

Todas essas novas informações também exigem que o profissional se atualize, se adeque a elas, para que faça bom uso. “O laudo conclusivo do exame deve ser feito por profissional especialista e qualificado, e deve ser bem detalhado, com informações já interpretadas. Ele vai ser muito importante para o cirurgião-dentista optar pelo tratamento mais indicado. Os radiologistas agora têm que estudar e conhecer bem a técnica”, reforça Capella.

 

Radiação e custo em consideração

Mesmo acrescentando tanto à Imaginologia odontológica, os especialistas na área não acreditam que a TC vá substituir totalmente os sistemas tradicionais. Segundo Élio Papaiz (foto), a nova tecnologia não vai tomar o lugar do exame intraoral, mas vai auxiliá-lo. “Além disso”, completa, “os exames tradicionais são mais difundidos e mais baratos, e alguns protocolos devem começar mesmo pela panorâmica”. Mas Capella coloca que, dependendo do tratamento a ser realizado, o uso da tecnologia compensa. “Na reabilitação com implantes, por exemplo, comparado com o valor total do tratamento, o custo da tomografia, que pode variar entre 280 e 480 reais, compensa”, explica.

Outra preocupação em relação a TC Cone Beam (ou de feixe cônico) é a dose de radiação a que pacientes e profissionais são expostos. Mas ela requer os mesmos cuidados que as radiografias tradicionais e apresenta dose de exposição equivalente a radiografias periapicais de todos os dentes, segundo Capella. O fato da tomografia fazer parte de um processo totalmente digital, que é mais sensível, também contribui para sua pouca radiação. Além disso, o formato evita que o exame precise ser repetido e o paciente, exposto novamente, já que a imagem é verificada e melhorada no computador antes de impressa ou revelada.

Neste quesito, a Cone Beam também apresenta vantagens em relação à tomografia computadorizada espiral, ou Fan Beam (conhecida como médica), para exames da região de cabeça e pescoço. Isso porque a médica emite o feixe de raios X em planos, enquanto na outra a emissão é em forma de cone - daí vem seu nome -, diminuindo em 20% a dose liberada. Assim, com mais este diferencial, a tomografia computadorizada enfim chegou com mais força à Odontologia e, com certeza, chegou para ficar.

 

 

Edição 148 - 10/12/2009

 

 

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