![]() |
|
![]() |
|---|
|
ESPECIAL TABACO
Depressão é fator de recaída
entre A depressão é um fator de recaída no comportamento de fumar após a alta hospitalar entre fumantes que iniciaram abstinência em virtude de hospitalização por enfarto do miocárdio ou angina instável. É o que conclui uma pesquisa, realizada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em parceria com o Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O estudo teve o objetivo de investigar, em pacientes hospitalizados com diagnóstico de síndromes coronárias agudas, se a depressão e outras características são fatores que permitem prever até que ponto os pacientes mantêm a abstinência de nicotina iniciada na hospitalização. A pesquisa avaliou também fatores associados à dependência de nicotina, como o álcool e a cafeína, além da percepção de risco. O trabalho, intitulado “Fatores associados e preditivos da recaída no comportamento de fumar em pacientes com síndromes coronárias agudas”, é resultado do doutorado da psicóloga Glória Heloise Perez, defendido na Unifesp, psicóloga e chefe do InCor. Segundo a pesquisadora, o estudo chama a atenção para a necessidade de se dar mais assistência aos fumantes, principalmente àqueles que não conseguem parar de fumar. O estudo avaliou 403 pacientes que apresentaram infarto ou angina instável, monitorados por seis meses após o período de internação. Segundo a psicóloga, os pacientes deprimidos tiveram, proporcionalmente, mais chance de recaída do que os não deprimidos hospitalizados.
Edição: 147 - 12/11/2009
|
|
Copyright © 1999 Edita
Comunicação.Todos os direitos
reservados. Este material não pode ser publicado, |