Saúde
Edição 152 -
01/04/2010
Tabagismo: vilão das doenças
respiratórias
O tabagismo é responsável pelo
desenvolvimento e pela perpetuação do processo inflamatório das vias
aéreas, desencadeando uma série de doenças, como a Doença Pulmonar
Obstrutiva Crônica (DPOC), as neoplasias pulmonares e as doenças
intersticiais, além de agravar a evolução da asma.
Segundo a presidente da Sociedade
Cearense de Pneumologia e Tisiologia (SCPT) e membro da Comissão de
Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT),
Maria Penha Uchoa Sales, pacientes de doenças pulmonares devem ser
informados sobre a evolução e prognóstico de sua doença, assim como
sobre a necessidade de adesão ao tratamento. A especialista explica
também que é importante conhecer os fatores de risco e evitá-los,
assim como saber reconhecer os momentos de crise e quando é necessário
procurar emergência médica.
Um dos fatores de risco, mesmo para quem
não fuma, é a fumaça do cigarro. A irritação ocular é imediata em 80%
dos casos, acompanhada de dor na garganta, dor de cabeça e tosse. Esse
risco se estende para infecções respiratórias de repetição e morte
súbita na infância. Para aqueles que convivem com o tabaco e não são
fumantes, há um aumento de 30% da chance de desenvolver câncer do
pulmão e 24% para o infarto agudo do miocárdio.
Algumas doenças causadas pelo tabagismo
são: a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) -
Caracteriza-se pela combinação de bronquite crônica e do enfisema
pulmonar, com predominância de um ou de outro. Cerca de 85% dos
portadores de DPOC são fumantes. É a quinta causa de internação no
Sistema Único de Saúde, com gasto de cerca de 72 milhões de reais.
Está entre as dez principais causas de óbito nos brasileiros;
Doenças Intersticiais pulmonares - Geralmente são
caracterizadas pela presença de tosse seca, dispneia progressiva,
distúrbio ventilatório na função pulmonar, entre outros
comprometimentos; Câncer de pulmão - O tabagismo
é o principal fator de risco, presente em até 90% dos casos. Em 2000,
o câncer de pulmão matou mais mulheres do que o câncer de mama, ovário
e útero combinados.