Saúde
Edição 152 -
10/04/2010
Aterosclerose:
cuidado máximo para evitar o pior
As manifestações mais comuns da
aterosclerose aparecem principalmente na população com idade entre 45
e 50 anos e devem ser enfrentadas e tratadas com cuidado máximo. A
doença aterosclerótica culmina com um evento cardiovascular dramático
e muitas vezes fatal, como infarto do miocárdio ou acidente vascular
cerebral.
Segundo o dr. José César Briganti,
vice-presidente da Regional São Carlos da Sociedade de Cardiologia do
Estado de São Paulo, mudanças no estilo de vida e medicações são
aliados poderosos no combate à evolução da doença. A aterosclerose
origina-se a partir de um processo inflamatório na parede de um vaso,
onde é dada a largada para a instalação da doença, que progride
naturalmente ao longo dos anos.
O começo de tudo pode estar relacionado
a fatores mutáveis ou imutáveis. Os primeiros são aqueles relacionados
com o tipo de vida da pessoa, como tabagismo, sedentarismo, estresse
emocional e obesidade, dentre outros. Além disso, a hipertensão
arterial sistêmica não tratada, desníveis de colesterol e diabetes
mellitus não controlado compõem o quadro mais agudo da aterosclerose.
Esses fatores mutáveis podem cair bastante com a participação de
médico e paciente, o que previne a evolução e o desfecho negativos da
aterosclerose.
Muitas pessoas, no entanto, nascem com
propensão maior a desenvolver essa doença bem antes dos 40 ou 50 anos
– isso por conta de algumas dificuldades orgânicas específicas, como
um alto nível da taxa de colesterol. No caso dos fatores imutáveis,
há, inclusive, a questão da herança genética. Nesses casos, os homens
apresentam o problema mais cedo, pouco antes ou lá pelos 50, enquanto
nas mulheres a doença pode se manifestar depois dos 60 anos. E o pior
é que a evolução da aterosclerose, nessas situações, aumenta com a
passagem do tempo. Mas tem saída. O dr. José César Briganti recomenda
hábitos de vida saudáveis, abandono definitivo do tabagismo,
alimentação rica em frutas, verduras, legumes e pobre em gorduras
saturadas e sal, controle do peso, prática regular de exercícios
físicos, redução do estresse, uso moderado de bebidas alcoólicas e
visitas regulares ao médico para controle da pressão arterial,
diabetes e colesterol. Preventivamente, deve-se consultar um
cardiologista lá pelos 21 anos de idade, para uma avaliação geral da
saúde cardíaca. Outro detalhe importante, que pode fazer toda a
diferença: no caso de suspeita iminente, quando alguém se imagina
tendo um infarto do miocárdio, busque socorro médico imediato, porque
tempo nessa situação vale a vida, completa Briganti.