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Edição 154 - 25/06/2010

 

População ainda precisa de mais proteção contra o tabagismo

Uma pesquisa feita dois anos atrás revela que 24,6 milhões de brasileiros com idade acima dos 15 anos é fumante no País, o que corresponde a cerca de 13% da população atual, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estima-se que 52,1% desse contingente de tabagistas pensam ou já pensaram em parar de fumar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que mais de 94% da população mundial estão expostos ao tabagismo. Ou seja, a maioria das pessoas ainda não dispõe de proteções públicas efetivas contra o cigarro e outros tipos de fumo.

Essa proteção no Brasil está defasada, embora algumas conquistas recentes tenham melhorado um pouco esse quadro desolador da falta de saúde decorrente dos males causados direta ou indiretamente pelo tabaco. Existe uma lei federal que, mesmo se cumprida, o que não acontece de fato em todos os ambientes coletivos, está defasada, porque ainda permite a existência dos fumódromos. Outra lei está em estudos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para acabar de vez com o cigarro em ambientes fechados, eliminando, inclusive, os recintos isolados para fumantes.

Apesar da legislação nacional superada, existem alguns estados onde as leis antifumo locais pegaram. Estão legalmente livres do fumo os ambientes coletivos fechados em São Paulo, Rondônia, Paraíba, Rio de Janeiro e Paraná. Alguns municípios fizeram o mesmo, como Salvador (BA), Juiz de Fora (MG), Goiânia (GO), Maringá (PR), Curitiba (PR), Cornélio Procópio (PR), Belém (PA) e Tubarão (SC).

 A Associação do Controle do Tabagismo (ACT) estima que em São Paulo a lei estadual obteve aprovação de 99% no cumprimento não apenas na capital paulista, mas em todo o Estado. Por sua vez, a procura de fumantes por ajuda especializada para o abandono total do tabaco aumentou 40%. A partir dessa legislação que restringe o uso do tabaco, os jovens estariam sendo menos influenciados a começar a fumar, também na visão da ACT.

Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm leis estaduais que inibem o cigarro em ambientes coletivos fechados, mas abrem exceção para a existência dos fumódromos.

 

 

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