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Saúde
Edição 168 - 15/09/2011
Estudo comprova risco
de contaminação em jaleco
Pesquisa realizada em Jerusalém encontrou patógenos potenciais em
63% dos uniformes. Lavar as mãos mais vezes ajuda a evitar
contaminações.
Um estudo publicado no American Journal of
Infection Control concluiu que germes perigosos podem se esconder
nos uniformes de profissionais da saúde. A pequisa reacende a
polêmica envolvendo o uso de jalecos fora do ambiente hospitalar.
Pesquisadores do Shaare Zedek Mecical Centerin de Jerusalém fizeram
culturas de três manchas de uniformes de 75 enfermeiras e 60 médicos
trabalhando num hospital com 550 leitos. Patógenos potenciais foram
encontrados em 63% dos uniformes. Também foram encontradas bactérias
resistentes a antibióticos em amostras de 14% dos uniformes das
enfermeiras e 6% dos uniformes dos médicos. Oito das culturas se
desenvolveram como Estafilococos Aureus resistentes à meticilina.
Não lavar as mãos com frequência pode contribuir para a propagação
da bactéria, disseram os autores do estudo, acrescentando que ela
pode ser transmitida a pacientes por outros meios e não apenas pela
roupa. Observaram também que, embora muitos médicos e enfermeiras
que contribuíram para o estudo achassem que seus uniformes estavam
perfeitamente limpos, nem sempre esse era o caso. Os autores notaram
que lavar a mão mais vezes ajuda no controle das bactérias nos
uniformes, assim como a troca de uniformes limpos diariamente e a
lavagem adequada da roupa. Os autores mencionaram ainda que jalecos
de manga curta também podem oferecer uma proteção extra.
Lei de SP prevê multa de R$ 174
O uso de jaleco ou avental fora do local de trabalho está proibido
no Estado de São Paulo desde junho, quando a lei foi publicada no
Diário Oficial do Estado. A infração está sujeita à multa -
estipulada em 10 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo, ou seja,
R$174,50, atualmente. Em caso de reincidência, o valor da multa será
dobrado.
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