Cadastre seu e-mail

 
Ano XI nº 167 -

Agenda grátis

Clima/Tempo

Concursos

Cotações/Moedas

Horóscopo

Portal da Câmara

Portal do Consumidor

Viagens

Saúde

Edição 169 - 17/09/2011

 



Fumar dentro do carro engloba três tipos de tabagismo

Além do tabagismo ativo, os passageiros sofrem com o fumo secundário e terciário.  Crianças são as que mais sofrem

O tabagismo passivo, ou fumo de segunda mão, vem sendo cada vez mais discutido no Brasil. O fumo passivo deriva da poluição tabágica ambiental, que está presente principalmente em ambientes fechados. No carro, por exemplo, onde o espaço é muito pequeno, com pouca ventilação, e que concentra um número cada vez maior de pessoas, o risco de quem é exposto a essa fumaça e similar ao de quem fuma ativamente.

Além do fumo passivo, o carro é um dos ambientes que apresentam maior índice de fumo terciário, ou fumo de terceira mão. A fumaça do cigarro é feita de gases e partículas minúsculas (aproximadamente 2,5 peso molecular), e essas partículas acabam se depositando nos bancos e painéis do carro. O fato de grande parte de o carro ser acarpetada e estofada agrava essa situação. As partículas – que contém substâncias como nicotina, alcatrão e metais pesados – também entram nas tubulações de ar condicionado e ventilação do veículo, impregnando assim todo o ar do interior do carro. Mesmo sem nenhum cigarro aceso, estas partículas impregnadas no interior do veículo do fumante ficam em suspensão no interior do carro, quando o veículo está em movimento, sendo inspiradas pelos passageiros.

Fumantes passivos
Manter o cigarro para fora da janela, ao contrário do que pensam os fumantes, não é solução. Essa manobra não diminui os riscos, pois a força da corrente de ar externa é bem maior que a do interior do veículo, e não há sistema de ventilação que possa expelir toda a fumaça de dentro do carro. Processo semelhante acontece em casa ou em qualquer ambiente fechado, como recentemente foi abordada na questão do fumo em apartamentos de condomínios nos EUA. Cinzeiros com resíduos de cigarro podem intensificar o quadro.

A fumaça da ponta do cigarro, chamada de corrente lateral ou corrente secundária, tem maior quantidade de nicotina, alcatrão, monóxido de carbono e outras substâncias, pois não há o benefício do filtro. A corrente primária é a fumaça inalada pelo fumante, que depois expira no ambiente. Vale lembrar que todas as doenças provocadas pelo tabagismo ativo podem ser também provocadas pelo tabagismo passivo, como enfisema pulmonar, bronquite crônica e DPOC. O fumante passivo adulto poderá ter, também, alterações na pressão arterial, dor de cabeça, rinite, sinusite, dor nos olhos e na garganta. Para pessoas com problemas cardiovasculares o tabagismo passivo se torna ainda mais perigoso.

Crianças
As crianças e as mulheres são tidas no mundo todo como as que mais sofrem os efeitos do tabagismo passivo. A criança começa sofrer de tabagismo passivo já no útero. Na gravidez, as consequências são abortos de repetição, bebê com baixo peso e parto prematuro. Outro problema bem comum do tabagismo da mãe é a imaturidade do pulmão do bebê ao nascer, o que dificulta a primeira respiração. Depois vem a abstinência, que traz uma série de problemas ao recém nascido irritado, e mais tarde, inclusive prejudica a aprendizagem na escola.

 

 

VEJA MAIS SOBRE SAÚDE

 

3º Setor | Anuncie | Arquivo JSO | Bastidores | Estatística | Expediente | Legislação | Fale com o JSO | Mural/Cartas | Utilidade Pública

Copyright @ 1999 Edita Comunicação Integrada. Todos os direitos reservados.
Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização por escrito.
Melhor visualização 1024x768pixels