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SAÚDE BUCAL
Edição 148 - 03/12/2009

 

Gravidez: período de mudanças e hábitos saudáveis

Como diziam sabiamente os “antigos” a gravidez é um estado “interessante”. Nesse “curto-longo” período de nove meses, o corpo da mulher se modifica para acolher a vida que se inicia e seu organismo funciona de forma engenhosamente favorável ao sucesso da gravidez.  Nesta fase, a mulher, geralmente fica mais sensível, um pouco apreensiva pelo futuro, mas também mais bela e mais alegre. É um período cheio de surpresas, mas prazeroso e pleno. Diante de inúmeras mudanças, os cuidados nesta fase são muito importantes sob os pontos de vista físico e psicológico.

Nesse período, afirma a nutricionista Giovana Tormena, a alimentação equilibrada e saudável deve ter todos os nutrientes necessários para suprir cada fase da vida. Nos primeiros meses da gestação se inicia o desenvolvimento dental primário do feto. A mineralização inicia por volta dos quatro meses de gestação e continua através dos anos de pré-adolescência. Os nutrientes maternos devem, portanto, suprir a necessidade de formação dos dentes pré-eruptivos. São eles: vitamina A, Vitamina D, cálcio, ferro, fósforo, acido ascórbico, fluoreto, iodo e ferro. A dieta e a nutrição são importantes em todo o desenvolvimento dental até sua erupção. Os efeitos locais da dieta particularmente os carboidratos fermentáveis e a frequência dos alimentos determinam a produção de cálcio orgânico pelas bactérias orais, formando a cárie. Por todo ciclo da vida, a dieta e a nutrição continuam a afetar o dente, os ossos e a integridade da mucosa oral, resistência a infecção e  longevidade dental.

Para entender melhor sobre dieta equilibrada ou saudável, dividiu-se os alimentos em três grandes grupos:

Carboidratos – são os alimentos energéticos, como pão, macarrão, batata e cereais.

Proteínas - são os alimentos construtores, como o leite e derivados, carnes e ovos.

Vitaminas e Minerais - são os alimentos reguladores, como as frutas, vegetais e legumes.

A ginecologista e mastologista, Nara Mattia, descreve as principais mudanças que ocorrem durante a gravidez, relacionadas à pele, cabelo, olfato e paladar, barriga, mamas, coluna, útero, órgãos internos, pernas, sangue e hormônios.   

Pele: Há um aumento dos hormônios. O cloasma gravídico (mancha no rosto) e a pigmentação da linha média da barriga é estimulado pela melatonina que aumenta pela progesterona. Porém, a incidência da oleosidade e acne, dependem da sensibilidade de cada mulher a dilatação dos vasos da pele, principalmente do rosto. Em algumas, esse aumento da vascularização causa uma melhora da pele e até diminuição da oleosidade e da acne, para outras, entretanto, o efeito é exatamente contrário ficando pior principalmente nos primeiros 3 meses de gestação. Toda gestante deve usar filtro solar e evitar exposição solar, principalmente porque as manchas gravídicas são difíceis de desaparecer mesmo após o nascimento do bebê. A oleosidade e acne melhoram com dieta adequada, muito líquido e uso de cremes específicos para essa fase. Um bom cosmetologista pode ajudar, no caso das peles mais difíceis.

Cabelo: Os cabelos ficam mais bonitos. Nesse período, observa-se aumento da produção dos pêlos, em geral, manifestação do aumento dos vasos induzida pelo estrógeno na periferia do bulbo folícular e da vasodilatação promovida pela progesterona aumentando a nutrição desse pelo/cabelo. Isso também diminui a queda normal aumentando o volume dos cabelos. Durante o puerpério (período pós parto), principalmente 3 a 4 meses após o nascimento do bebê, tudo volta ao que era antes, havendo até uma certa diminuição da nutrição normal por diminuição da taxa hormonal e os cabelos que não caíram durante toda a gestação são liberados todo de uma vez causando até um certo pavor por parte das mulheres. Mas com a normalização hormonal que ocorre logo apos o 5º e 6º mês, o que caiu a mais volta a nascer.

Olfato e paladar: A fome e o apetite estão exarcebados. É comum a aversão a alimentos gordurosos e pode surgir a malácia (desejo de comer substâncias não convencionais como terra, giz ou arroz cru). O desejo de ingerir alimentos específicos, também, pode surgir na fase inicial da gestação (desejos), sendo justificado pela presença de gonadotrofina coriônica e alterações emocionais, algumas relacionadas à carência afetiva. As teorias evolucionistas explicam que a aversão por determinados alimentos, as náuseas e os vômitos, pode ter protegido as gestantes (durante a evolução), de comerem alimentos contaminados que poderiam transmitir doenças ao feto durante sua formação.

Barriga: A supra-renal aumenta sua função ocorrendo um aumento do cortisol, que além de diminuir a imunidade da gestante (o que a impede de rejeitar o feto no útero), junto com a distensão abdominal (do aumento do feto) e mamária (preparo para lactação), pode responder pelo aparecimento de estrias nestas regiões. O acúmulo de tecido adiposo no abdômen, mamas e região lateral das coxas também contribui para o aparecimento de estrias. Existe uma predisposição genética para o aparecimento de estrias, mas o ganho de peso adequado durante a gestação, a perfeita hidratação da pele com cremes e a ingestão de líquidos podem diminuir seu aparecimento.

Mamas: As mamas sofrem uma modificação desde início da gestação, mas a produção do colostro (leite primitivo) pode ocorrer desde o final do segundo trimestre, sendo mais comum no final da gestação. O leite propriamente dito só começa a ser produzido até 62 horas pós-parto com a queda do estrógeno sanguíneo. Toda a rede glandular mamária termina sua diferenciação para lactação o que pode aumentar muito o volume da mama, mas esse aumento é muito relativo e modifica-se de mulher para mulher. Vale lembrar que uma boa parte da mama é gordura e que o ganho excessivo de peso pode também aumentar muito o volume da mama. A rachadura do mamilo ocorre por pega inadequada do recém-nascido durante amamentação e pode ser prevenida com uma boa orientação à mãe durante as primeiras mamadas. Um mamilo bem preparado e bem hidratado pode resistir mais a algumas pegas inadequadas do bebê ao mamar, mas não é o fator mais importante.

Coluna: Com o aumento do volume abdominal, o centro de gravidade da gestante desvia-se para frente, para compensar. A lordose é uma modificação fisiológica da gestação. Um aumento adequado do peso na gestação, não aumentando o volume abdominal demais pode amenizar o incômodo.

Útero: O útero cresce cerca de 20 vezes seu tamanho original e 1.000 vezes sua capacidade inicial. Durante a gestação ocorre um aumento do número de células miometriais (hiperplasia) e um aumento do tamanho dessas células (hipertrofia) possibilitando o crescimento do órgão e a acomodação do feto em crescimento.

Órgãos internos: Cada órgão interno sofre uma modificação diferente. A bexiga fica comprimida e, a compressão, aliada a um aumento da filtração do rim, que ocorre durante gestação, faz com que a gestante sinta vontade de urinar muito mais vezes do que a não grávida. Os intestinos ficam deslocados superior e lateralmente. O fígado fica comprimido contra o diafragma e com o aumento uterino comprimem o pulmão diminuindo o volume respiratório. O estômago também fica comprimido, o que dá a sensação de empaxamento e refluxo no final da gestação, após a alimentação.

Pernas: O aumento do volume uterino causa compressão na principal veia que leva o sangue de volta ao coração, a veia cava, dificultando o retorno venoso. Esse fator, aliado ao efeito da progesterona e do estrógeno sobre os vasos (vasodilatação), facilita o  aparecimento de varizes e inchaço nos membros inferiores.

Sangue: Com o aumento uterino, a quantidade de sangue no organismo aumenta 50%, intensificando o trabalho cardíaco, principalmente por volta da 28ª semana de gestação, podendo ocorrer as cardiopatias. Para facilitar a entrada e disponibilidade de glicose para o feto, a placenta produz um hormônio que compete pela ação da insulina. O hormônio lactogênio placentário, como é chamado, causa uma resistência à ação da insulina materna. Em resposta, o pâncreas materno produz mais insulina. Essa produção pode ser prejudicada, levando ao diabetes gestacional, que deve ser rigorosamente tratado para evitar repercussões à gestante e ao feto.

Hormônios: Durante o período gestacional, o sistema endócrino funciona com todas as suas reservas, sobressaindo-se o pâncreas, a hipófise, a tireóide, a paratireóide e a adrenais. Nesse período existe uma maior exigência metabólica, em troca do aumento do fluxo sanguíneo, a estas glândulas. A placenta desempenha também funções glandulares específicas, produzindo uma infinidade de hormônios, notadamente o hormônio lactogênio placentário e a gonadotrofina coriônica.

 

 

 

 

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