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SAÚDE BUCAL
Edição 153 - 10/05/2010

 

Saúde no Brasil

Nova pesquisa, velha realidade

Por Armando Stelluto Jr.

 

A assistência pública e particular de saúde continua crescendo em todo o País, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2008, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cerca de 80 milhões de pessoas recorreram a centros e postos de saúde em 2008, o que equivale a mais da metade daqueles que vão regulamente ao médico (56,8%), na avaliação do Ministério da Saúde.  Em 1998, quando foi criada a versão bienal de saúde da PNAD, eram 41,8%. A PNAD revelou também que apenas 6% da população brasileira vai aos consultórios odontológicos, apesar de ter sido registrado um avanço na proporção de pessoas que já haviam ido ao cirurgião-dentista: de 81,2% (1998) para 88,5% em 2008. Nesse mesmo período, o número de pessoas que buscaram atendimento com um CD subiu de 11,7% para 18,7%. E a procura por atendimento bucal de uma forma mais genérica subiu de 31,1% para 40,4%. A PNAD é feita a cada dois anos pelo IBGE e este último panorama nacional se refere ao ano-base 2008, o que permite comparações com os períodos anteriores, numa faixa de 10 anos. Os números mais recentes foram divulgados em 31 de março último e a pesquisa em geral serve principalmente para estudos e definições de políticas públicas de saúde. O Brasil tem hoje 193 milhões de habitantes.

De uma maneira ampla, os serviços públicos e particulares de saúde foram aprovados por 96,4% das pessoas consultadas através da PNAD. Dos 26,7 milhões de brasileiros que foram a esses locais, mais de 23 milhões consideraram “muito bom” ou “bom” o atendimento recebido. Desses, mais da metade recorreu ao Sistema Único de Saúde (SUS). Para o IBGE, 80 milhões de pessoas foram a postos e centros de saúde em 2008 – 56,8% da população que vai regularmente ao médico (em 1998, eram 41,8%). A busca por ambulatórios de hospitais caiu de 21,5% para 12,2%.

Outras categorias de saúde foram pesquisadas, como farmácia, ambulatório de clínica ou de empresa, pronto-socorro e agente comunitário, que, juntas, representavam em 2008 11,8% dos locais procurados para atendimento. Na área odontológica, hoje no Brasil são 165,5 milhões de pessoas que já foram ao consultório, ou 88,5% da população brasileira naquele ano. Restam, portanto, outras 30 milhões que nunca se consultaram com um CD e que representam 15,9% da população. Em 1998, eram 18,7%. A situação é ainda pior entre as crianças de até cinco anos, sendo que 81,8% delas nunca foram atendidas por um CD. Já no grupo de 5 a 19 anos de idade, a taxa cai para 22,1% e para 6% entre as pessoas com 65 anos ou mais. Jamais tiveram assistência odontológica 17,5% dos homens e 14,3% das mulheres. Entre as populações do campo e da cidade, as proporções foram, respectivamente, de 13,6% e 28%.

A PNAD constatou também que 31% da população com renda familiar mensal de até um salário mínimo nunca fizeram uma consulta odontológica; no caso daqueles com rendimento familiar acima de 20 mínimos, a taxa caiu para 3%.

Ficou claro que 62,8% da população brasileira consultaram um médico nos 12 meses anteriores à pesquisa, contra 54,7% em 1998. Nesse cenário, as mulheres foram 71,2% e de 54,1% homens. Entre os pesquisados de até cinco anos e mais de 65 anos, as proporções foram superiores a essas – 77,7% no primeiro grupo e 79,5% no segundo.

 

 

 

 

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