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Ano X nº 156 -

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Edição 156 - 30/08/2010

 

A Boca Mágica: uma história bem-humorada sobre
a importância de cuidar dos dentes

Sônia Matias

O livro A Boca Mágica, de autoria de Ailton Sobral, aborda de forma lúdica e bem-humorada a importância de cuidar dos dentes e ao mesmo toca num dos medos mais comuns entre as crianças (e muitos adultos): enfrentar a cadeira do dentista. O personagem Lico, um menino de 11 anos, e os três dentes mágicos, que habitam a boca do garoto, são os protagonistas da história.

Com ilustrações coloridas e primorosas, em linguagem infantil, porém inteligente, o livro fala sobre a falta de hábito de higienizar os dentes e dos problemas que isto pode causar, desde a dor - tema do capítulo inicial - até a vergonha de sorrir por falta de dentes.

O “Ácido X” é descrito como o terrível vilão “responsável por levar muitos dentes para o céu da boca”. As próteses são os “dentes sem alma”, que sem vida, não falam, não ouvem e não veem, artificiais como os manequins nas vitrines dos shoppings.

Além das bocas cheias de dentes “sem alma”, há também as "bocas-tristes", que têm vergonha de sorrir, porque são banguelas, as "bocas-gambás", que têm um cheiro insuportável, porque não tomam banho e os "dentes-panelas", que têm buracos de cáries tão grandes que parecem panelas de comida.

No último capítulo, a lição aprendida: cuidar dos dentes com prazer para vencer o Ácido X e sua gangue, porque o bom mesmo é poder sorrir com os próprios dentes.

Contação de história

A obra foi lançada primeiramente na Fenac da Avenida Paulista e posteriormente, na Bienal do Livro de São Paulo, com direito a contação de história, com Daniela Hengler e Naara Costa na interpretação da Boca Mágica por meio dos bonecos e figurinos criados especialmente para o livro, atividade que Ailton Sobral pretende levar às escolas, em breve.

O autor

Ailton Sobral é natural da cidade de São Bernardo do Campo (SP) e trabalhou durante vários anos como diretor de arte em agências de publicidade na cidade de São Paulo. Atualmente, realiza seus projetos no próprio estúdio de criação, atendendo clientes, agências e desenvolvendo projetos editoriais, como o livro A Boca Mágica. Confira a entrevista exclusiva ao Jornal do Site Odonto:

JSO - Por que escreveu o livro, como surgiu a ideia ?

Ailton Sobral - Há alguns anos fui, como curioso, assistir a um ciclo de palestras com grandes autores nacionais. Eu não escrevia e nem sequer era um leitor muito assíduo. Mas lá algo mudou depois que percebi o encantamento daquelas pessoas diante da literatura. Saí de lá com a necessidade de escrever alguma coisa. Meses depois A Boca Mágica estava pronta.

O tema surgiu depois de um telefonema. Estava na cadeira da minha dentista, com a boca escancarada, suando frio, os olhos arregalados para aquela seringa que se aproximava, quando....trrrimmm, trrrrimmm, ela recolheu a seringa e teve que atender a uma urgência. Aquele alívio me levou pra outro mundo, o mundo do Tridente Celeste (risos).

JSO - Qual é o público-alvo do livro ?

AS -Segundo a editora, a partir de 4 anos, mas acho que para se divertir na fantasia de uma história não tem idade. Depende um pouco de como ela é apresentado e como é feita a intermediação com o leitor. Crianças que não têm a compreensão da escrita, por exemplo, podem se apropriar do conteúdo fazendo a leitura visual, acompanhando a narrativa através das ilustrações.

JSO - Já escreveu outras obras nesta área ? Quais ?      

AS - Não, mas talvez volte ao tema no futuro, é um universo lúdico muito rico e que não é tão explorado. No momento estou escrevendo sobre a solidão dos jovens mediante a tecnologia que promete socialização global. Esse paradoxo de ter 1.500 amigos virtuais, mas viver isolado dentro de um quarto, atrás de uma tela.

JSO - Acredita que a literatura pode ajudar a promover a saúde bucal das crianças e a diminuir o medo do dentista? Por quê ?

AS - A literatura tem um potencial transformador enorme. E, na vida de uma criança, ela é essencial, pois pode projetar os medos dos pequenos na história e superá-los. Tem uma frase de um escritor inglês que diz isso de forma singular: “Contos de Fada são a pura verdade. Não porque nos contam que os dragões existem, mas porque nos contam que eles podem ser vencidos” (G. K. Chesterton).

JSO - Como escritor conhece outras obras ou colegas que falem sobre o assunto?

AS - Sei que existem outros livros, mas não os conheço a ponto de poder comentar aqui. O que observo é que em muitos casos o foco na didática engessa um pouco as histórias.

JSO  - O livro fala sobre o vilão Ácido X, mas não fala diretamente sobre a cárie. É intencional?

AS - É um pouco do que falava na sua pergunta anterior, o excesso da didática. O objetivo maior é contar uma boa história, envolver o leitor na aventura, sem tornar o texto um “sermão”. Deixar a criança participar com sua inteligência. Acho que isso deixou o livro mais leve e mais rico. Possibilitou tratar de outros temas importantes como, medo, superação, sabedoria, solidariedade, etc.  No final ele aborda algo que já falamos aqui, que é o poder da literatura. Pois o personagem principal, o garoto Lico, descobre que a grande arma contra o vilão, não está na força, e sim no encantamento, no poder de convencimento. Resolve, então escrever um livro, para dizer às crianças que elas só serão realmente felizes se sorrirem com os próprios dentes.

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Serviço

A Boca Mágica (Editora Paulinas, 24 páginas, R$16,90)
Autor/ilustrador: Ailton Sobral
Onde comprar: loja online da editora:
www.paulinas.org.br/loja

Visite o blog do livro
http://a-boca-magica.blogspot.com/

 

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