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20/7/2010
Na
gravidez, uso de álcool aumenta risco de depressão
Segundo o estudo Uso de
álcool na gestação e sua relação com sintomas depressivos no pós-parto, da
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, há uma associação
entre o aumento de sintomas depressivos na gravidez e no pós-parto e o
aumento de ingestão de bebidas alcoólicas. A autora, psicóloga Poliana
Patrício Aliane, afirma que não há uma única causa da depressão em
gestantes. Vários fatores de risco contribuem para um desfecho, como
pré-disposição genética, insatisfação na vida pessoal ou na relação conjugal
e o consumo de álcool. A pesquisa também indica maior prevalência de
depressão pós-parto entre as mulheres que tiveram ao menos um binge
alcoólico durante a gravidez. O binge é caracterizado pela ingestão de cinco
ou mais doses alcoólicas em uma única ocasião, sendo que uma dose contém 12
gramas de álcool puro. Outro novo fator encontrado foi um predomínio de
sintomas depressivos ao longo da gestação e não no pós-parto.
Um grupo de 177 mulheres
grávidas foi analisado. A média de consumo encontrada por gestante foi de
163,7 gramas de álcool ou quase 14 doses durante os nove meses de gestação.
Desse total, aproximadamente 20% apresentaram sintomas de depressão durante
a gravidez, ante 14,7% que se mostraram deprimidas no pós-parto.
Mais informações:
email
poliana_aliane@yahoo.com.br
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