Pesquisadores desenvolveram membrana que ajuda a recuperação do tecido periodontal quando implantado em gengivas de ratos. Para isso, os cientistas tentaram implantar pedaços de polímeros, criando um nicho para proteger a raiz de um dente e redirecionaram células-tronco próximas ajudando-as a se diferenciarem em novas células ósseas e de gengivas.

Ali reza Moshaverinia, Paul Weiss e seus colegas desenvolveram uma membrana que pudesse aumentar a regeneração do tecido periodontal e ser absorvida pelo corpo quando a cicatrização estiver completa.

Os pesquisadores fizeram membranas nanofibbras de poli (ε-caprolactona), um polímero biocompatível já aprovado para aplicações médicas. Revestiram a membrana com polidopamina (PDA), um polímero sintético que imita a proteína pegajosa que os mexilhões usam para se fixarem em superfícies úmidas.

No laboratório, as células-tronco derivadas do dente aderiram à membrana e diferenciaram-se. O revestimento de PDA também atraiu iões de cálcio e fosfato, levando à mineralização óssea precoce.

Quando os pesquisadores implantaram as membranas nas gengivas de ratos com problemas periodontais, os ossos nos locais problemáticos regeneraram-se para níveis normais no prazo de oito semanas. Por esta altura, as membranas tinham-se degradado e foram absorvidas. Atualmente, os pesquisadores estão trabalhando na adição de outros componentes. De  acordo com os Centers for Disease Control and Prevention dos EUA, cerca de metade dos americanos sofrem ou virão a de doença periodontal.

Fonte: ScienceDaily/American Chemical Society