Polêmica iniciada nos EUA chega ao Brasil: pacientes que utilizam aparelhos ortodônticos sem supervisão. O alerta é da Associação Brasileira de Ortodontia (ABOR-SC), que condena essa prática e alerta sobre os riscos.

Aparelhos ortodônticos fixos e móveis são aprimorados de tempos em tempos, para facilitar o tratamento e alcançar os resultados esperados: é o caso dos alinhadores estéticos. Entretanto, nos Estados Unidos algumas empresas têm oferecido os alinhadores diretamente aos pacientes, que podem fazer a sua própria moldagem e receber o produto em casa, sem acompanhamento de especialistas – o que têm gerado polêmica entre os profissionais.

No Brasil essa prática ainda não foi liberada devido às exigências de regulamentação. Ainda assim, o assunto preocupa os ortodontistas que trabalham com estes produtos. Para a Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial de Santa Catarina (ABOR-SC), comprar um alinhador e utilizar o aparelho sem instrução ou acompanhamento profissional pode gerar sérios problemas aos pacientes. E mais do que isso: agravar problemas que existiam antes, e poderiam ser resolvidos com facilidade.

De acordo com o presidente da entidade, dr. Gustavo Zanardi, o uso de alinhadores vem aumentando entre os ortodontistas em todo o território nacional. O perigo, porém, está no uso dos aparelhos de forma independente por parte dos pacientes ou, ainda, de forma inadequada por profissionais não especialistas ou por profissionais sem experiência ou treinamento adequado.

“Vale lembrar que pode haver diversos problemas, tais como reabsorção radicular, reabsorção óssea, periodontites, aumento na mobilidade dos dentes ou até mesmo perda de dentes, e muitas outras sequelas”, esclarece Gustavo.

A indicação do alinhador vai depender das necessidades individuais de cada paciente. Ainda assim, conforme a orientação da ABOR-SC, o seu uso deve ser realizado como qualquer outro procedimento de saúde – somente com o acompanhamento e supervisão de especialistas.